MARCOS ARCOVERDE/ESTADO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADO

Passageiros do BRT ficam na linha de tiro na zona oeste do Rio

PM realizou operação na Praça Seca para coibir o tráfico, o que motivou reação de criminosos. Serviço de transporte ficou parado por duas horas

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2018 | 21h06

RIO - Um tiroteio entre policiais militares e traficantes em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, parou por quase duas horas a circulação de ônibus do BRT Transcarioca na manhã desta quarta-feira, 7. Passageiros que estavam indo para o trabalho e passavam pela região da Praça Seca ficaram na linha de tiro, agacharam-se e deitaram dentro do coletivo para escapar das balas perdidas.

A PM fazia desde cedo operação em comunidades da Praça Seca para coibir o tráfico, o que gerou reação dos criminosos. Os tiros reverberaram na movimentada Avenida Nelson Cardoso. Num horário de grande movimentação, a via foi fechada parcialmente, para a proteção da população. Na Geremário Dantas, também uma das mais importantes da região, foram feitos bloqueios.

Os tiros já eram ouvidos desde as 6 horas da manhã, segundo a plataforma Onde Tem Tiroteio, que compila esse tipo de ocorrência. Um vídeo compartilhado pelo serviço mostra o pânico dos passageiros e do motorista do BRT. Um deles pede que o motorista fuja de ré para que o veículo saísse da linha de tiro. Também circularam imagens de policiais atirando contra os criminosos.

O corredor Transcarioca, que liga a zona norte e a zona oeste da capital, precisou ter o serviço interrompido das 9h15 às 11h15, o que atrapalhou o dia de centenas de trabalhadores – o BRT, por transitar em corredor exclusivo e, em decorrência disso, ser mais rápido, é um dos principais meios de transporte de boa parte da população local.

Segundo a PM, a operação desta manhã “visou reprimir o tráfico de drogas, roubo de cargas, veículos e ainda a presença de marginais armados nas comunidades da Praça Seca. A operação já foi encerrada, várias barricadas colocadas pelos criminosos foram removidas,  não há relatos de prisões, apreensões ou feridos”.

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