Passageiros são vítimas de arrastão dentro de trem da SuperVia

Ao menos 7 pessoas foram roubadas por 2 jovens, um deles menor de idade, em composição do Ramal Santa Cruz, na zona oeste

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 09h18

RIO - Após dois arrastões em trens do Metrô em menos de duas semanas, roubos voltaram a ocorrer no transporte público na noite desta segunda-feira, 30, desta vez no sistema de trens da SuperVia.

Por volta de 21h, passageiros que estavam em  uma composição do Ramal Santa Cruz, na zona oeste, que seguia para a Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, foram abordados e assaltados entre as Estações Engenho de Dentro e São Francisco Xavier, ambas na zona norte.

Rafael Patrick Ribeiro, de 19 anos, e um adolescente de 16 anos acabaram presos por policiais militares ao desembarcarem, na Estação Maracanã, também na zona norte. 

De acordo com a Polícia Militar, Ribeiro e o adolescente ainda tentaram fugir em um ônibus ao saírem da estação. Os PMs, que foram informados dos assalto por volta de 21h30 pelos próprios funcionários da SuperVia, abordaram o veículo e prenderam os suspeitos. A ocorrência foi registrada na 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão).

O suspeito menor de idade foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), no centro. Com eles, foram apreendidos uma arma de calibre 38, dez celulares, R$ 483 em espécie e um tablet.

Os passageiros relataram que pelo menos um dos dois estava armado. Os dois suspeitos teriam embarcado na Estação Madureira, na zona norte, e anunciaram o assalto na Estação Engenho de Dentro. Pelo menos sete pessoas prestaram queixa na 17ª DP. Violentos, os dois obrigaram passageiros a deitar no chão e expor os objetos de valor que levavam. Em vários momentos, ameaçaram as vítimas. 

Em nota, a SuperVia afirmou que às 21h18 desta segunda-feira, "agentes da SuperVia da Estação Maracanã tentaram deter dois homens que foram acusados de praticar assaltos dentro de uma composição".

Ainda segundo a concessionária que administra os trens, "a segurança pública no sistema ferroviário fluminense é atividade típica e exclusiva do Estado, que atua nas estações e trens por meio do Grupamento de Polícia Ferroviária (GPFer)". Segundo o texto, "esta é uma das determinações  do contrato de concessão".

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