Pastor é morto durante culto na região metropolitana do Rio

Principal suspeito é um cunhado da vítima, que havia registrado boletim de ocorrência acusando o pastor de abusar sexualmente de seu filho

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

27 Março 2017 | 18h40

RIO - Um pastor foi morto a tiros enquanto comandava um culto em uma igreja evangélica de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, na noite de domingo, 26. O principal suspeito é um cunhado da vítima, que quatro dias antes havia registrado um boletim de ocorrência acusando o pastor de abusar sexualmente de um filho do suspeito, de 2 anos.

Eram aproximadamente 20h30 quando um homem entrou na igreja Assembleia de Deus Ministério Apascentando Ovelhas, no bairro Santo Antônio, e atirou várias vezes contra o pastor Custódio Gonçalves, de 57 anos, que realizava o culto. Atingido na cabeça, ele morreu no local. O atirador fugiu.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSI) começou a investigar o caso e durante a madrugada desta segunda-feira, 27, conduziu para prestar depoimento um cunhado da vítima, irmão da mulher de Gonçalves, cujo nome não foi divulgado.

Ele esteve preso até recentemente sob acusação de matar a ex-mulher, mãe desse menino de 2 anos, mas foi libertado por falta de provas.

Durante o período em que o suspeito esteve preso, a irmã dele e o marido - o pastor Gonçalves - cuidaram da criança. Dias após sair da cadeia, o rapaz registrou a acusação contra o pastor.

Segundo a Polícia Civil, em depoimento o suspeito negou ter cometido o crime ou ter contratado alguém para praticá-lo. Ele foi liberado após a oitiva.

Além de pastor, a vítima também trabalhava na Guarda Municipal de Itaboraí.

 

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