Pastor Tupirani Lores fala sobre agressão de delegado no Rio

Fundador da igreja Geração Jesus Cristo acusa Henrique Pessoa tê-lo atingido com uma cabeçada no nariz e promete prestar queixa

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 16h42

O pastor Tupirani Lores, de 48 anos, compareceu à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) acompanhado pela família para conversar com a delegada Izabela Santoni, sobre a decretação da prisão do delegado Henrique Pessoa. Nesta quinta-feira, 4, o delegado Pessoa recebeu liberdade provisória porque não houve pedido para converter a prisão em flagrante em preventiva.

"Se ela (delegada Izabela) não pediu a prisão dele, vai ter que pedir a minha porque eu não sei se vou me segurar", afirmou Lores. Nessa quarta-feira, 3, o delegado Pessoa atingiu com um tiro Carlos Gomes, de 29 anos, um fiel da igreja Geração Jesus Cristo, fundada por Lores, após uma confusão no 5º Juizado Especial Cível. Após analisar as imagens do circuito interno a delegada afirmou que os disparos não foram em legítima defesa, mas feitos diretamente contra o Gomes.

Pessoa alega que o tiro foi disparado em legítima defesa após ser cercado por fiéis que o agrediam. Já o pastor Lores diz que os fiéis não o agrediram, "mas os populares que viram que ele atirou em um corredor com umas 40 pessoas".

Pela versão de Lores, o delegado Pessoa saiu exaltado da audiência que movia contra um homem identificado apenas como Marcos que teria divulgado informações pessoas suas nas redes sociais. Segundo o pastor, o delegado não teria aceito o acordo proposto "e saiu peitando um, empurrando o outro. Me deu uma cabeçada no nariz que sangrou e me deixou tonto".

O pastor disse que fará um registro de ocorrência contra Pessoa por agressão. Ele também orientará Gomes a fazer um registro por tentativa de homicídio. Quando falava isso para a imprensa, a mulher dele, Claudia Lores, disse: "Vamos buscá-lo no hospital para ele fazer o registro de ocorrência. Pelo que estou vendo isso aqui (12ºPastor DP) é uma quadrilha formada por ele".

Lores chamou Pessoa de "marginal", "safado" e "delegadinho" e afirmou que o delegado "ameaçou minha mulher e meus filhos". "A perseguição é dele, que é intolerante, covarde e se utiliza da profissão de delegado para prejudicar as pessoas", acusou.

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