Wilton Junior/Estadão
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Perfil: 'Comecei do nada e faço política para ajudar'

Marcello de Moraes Siciliano cresceu empresário da construção civil e se tornou novato na política. Nesta semana, seu nome acabou envolvido com suspeitas no caso Marielle

Roberta Jansen, Fabio Grellet e Roberta Pennafor, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2018 | 03h00

Empresário da área de construção civil, novato na política, pouco conhecido até dos próprios colegas da Câmara e eleito com forte votação na zona oeste, um tradicional reduto das milícias. Esse é Marcello de Moraes Siciliano, de 45 anos.

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No site da Câmara dos Vereadores, um vídeo apresenta o parlamentar. O vereador conta, sem disfarçar o orgulho, que teria sido indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2010 por suas ações sociais em Vargem Grande e Vargem Pequena, na zona oeste, onde mora há mais de 20 anos. No vídeo, o vereador se apresenta como “pai de família, com cinco filhos e três netos”, informação repetida pelo menos duas outras vezes ontem. Diz que trilhou sua trajetória profissional sozinho, e começou a trabalhar com apenas 15 anos de idade. Aos 17, começou a comprar e vender carros. 

Depois, conta, migrou para o ramo da construção civil, chegando a ser proprietário de uma empresa. “Comecei a minha vida do nada e me tornei um empresário bem-sucedido”, diz no vídeo. “Faço política para ajudar as pessoas, não preciso disso para viver.”

Já o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, de 44 anos, está detido em Bangu 9 – e, segundo a testemunha, foi de lá que ordenou o assassinato de Marielle Franco. Araújo ingressou na Polícia Militar em maio de 1996, aos 22 anos. Foi expulso um ano e cinco meses depois, por indisciplina.

O ex-PM é apontado pela polícia como chefe de uma milícia que achaca moradores e comerciantes e monopolizando o comércio de gás e internet na zona oeste. É apontado como o mandante da morte de Wagner de Souza, de 51 anos, presidente da escola de samba União do Parque Curicica, em 2015. 

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