Wilton Júnior/Estadão
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Pezão atribui a bandidos ataques a ônibus no Estácio

Governador afirmou que 'é uma reação do tráfico'; coletivos foram destruídos em protesto contra mortes no Morro de São Carlos

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

15 Maio 2015 | 15h32

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse que foram bandidos que atearam fogo a dois ônibus para protestar contra a morte de duas pessoas na favela, e não trabalhadores. "É uma reação do tráfico. Trabalhador não queima ônibus. Isso é coisa de bandido", disse. 

"O cidadão de bem quer a polícia por perto, quer paz no seu bairro, na sua comunidade. É pelo cidadão de bem que o Estado está aperfeiçoando e vai avançar no processo de pacificação", declarou o governador. "Ocupamos e estamos com operações em toda aquela região e no Chapadão. Estamos com grandes operações previstas para continuar a combater a criminalidade. A polícia está atrás dos responsáveis."

Pezão afirmou que "não há território onde a polícia não entre". "O Estado está entrando nessas áreas com suas forças especiais de segurança e vamos continuar a ocupar os locais onde a violência tenta voltar."

O governador garantiu verbas para a segurança pública, a despeito da crise financeira do Estado. A Polícia Militar contratou 1.500 pessoas nos últimos três meses e a Policia Civil tem 750 agentes em fase de conclusão do curso de formação, afirmou.

"Não falta e nem faltará dinheiro para a segurança pública. Contingenciamos o orçamento, mas estamos liberando à medida em que as receitas vão entrando", disse Pezão. "Não deixamos de contratar policiais. Assim como também não deixamos de pagar a premiação dos batalhões e das delegacias que atingiram suas metas: foram R$ 61 milhões pagos na última terça-feira."

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