Pezão diz que Beltrame decidirá sobre demissão de comandante da PM

Governador garantiu ao coronel José Luís Castro Menezes o direito de dizer se tinha conhecimento da quadrilha que envolvia policiais

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

16 de setembro de 2014 | 13h19

RIO - No dia seguinte da prisão do terceiro homem na hierarquia da Polícia Militar, coronel Alexandre Fontenele Ribeiro de Oliveira, sob acusação de liderar uma quadrilha envolvida em extorsões na zona oeste do Rio de Janeiro, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) disse nesta terça-feira, 16, que será do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a decisão de demitir ou não o comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Luís Castro Menezes.

Entre os 24 presos entre esta segunda-feira, 15, e terça-feira, 16, estavam integrantes da cúpula do 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Bangu, na zona oeste.

"Nós damos total autonomia aos nossos secretários. O secretário Beltrame decide sobre demissão de comandantes da PM. Temos que dar o direito de ele (comandante-geral) ser ouvido e dizer se sabia (da existência da quadrilha dentro da polícia)", afirmou o governador em entrevista ao RJ-TV, da Rede Globo. "A investigação partiu do nosso governo, cortamos na própria carne, já tiramos mais de 1.800 policiais", afirmou o governador, candidato à reeleição.

Pezão prometeu expandir as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), concentradas em favelas dominadas pelo tráfico de drogas, para comunidades ocupadas por milícias.

Questionado sobre a ausência de menção do combate a milícias em seu programa de governo, o governador disse que pode ter havido uma "falha", e lembrou a prisão de líderes milicianos do Estado nos últimos seis anos. 

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