Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Pezão diz oferecer total cooperação do Estado no caso Amarildo

Segundo governador do Rio, Justiça é 'soberana' e deve ser atendida nas investigações; PM afastou 14 agentes envolvidos

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2015 | 13h17

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira, 24, afirmando que o Estado vai colaborar e "não vai se furtar de dar qualquer informação" ao Ministério Público sobre o caso Amarildo. A nova análise de imagens de câmeras de segurança pelo MP levantou suspeita sobre a participação de homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na morte e ocultação de cadáver do auxiliar de pedreiro.

"Vamos atender a tudo que a Justiça determinar. É importante registrar que há hoje 12 policiais militares presos. Também é importante ressaltar que foram as câmeras que nós colocamos dentro da Rocinha que possibilitaram as investigações", disse o governador. "A Justiça é soberana. Vamos atender a tudo que ela precisar."

Pezão admitiu ainda que há "maus policiais", mas declarou que a autoria do crime ainda não foi descoberta. "Tem maus policiais, mas não podemos generalizar. São cerca de 60 mil agentes, entre policiais civis e militares", afirmou. "Já cortamos aproximadamente dois mil policiais nos últimos oito anos e seis meses. Nós não compactuamos com o erro."

O Bope, tropa de elite da Polícia Militar do Rio, afastou das funções 14 policiais investigados no episódio do sumiço do pedreiro Amarildo de Souza na Favela da Rocinha, zona sul do Rio, em julho de 2013. O Bope não divulgou o nome dos policiais. A PM vai investigar os agentes em um inquérito aberto na segunda-feira.

Já o MP abriu um inquérito na 15ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da Capital para investigar os fatos.

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