Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Pezão sobre crise financeira: 2016 não será tão difícil quanto se previu

"Acredito que a gente vá ter crescimento econômico, não dá para ter outro ano como 2015", disse governador do Rio

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2016 | 11h43

RIO - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta segunda-feira, 4, que o orçamento da área da segurança pública vai permanecer em 2016 três vezes superior ao da saúde – que enfrenta uma crise decorrente da falta de recursos no caixa do Estado. Os valores não foram divulgados, só a proporção.

Ele afirmou também que, apesar de as dificuldades financeiras persistirem em 2016, o ano não será tão árduo quanto o que passou. “O investimento na segurança continua sendo o maior”, afirmou. “Eu sou uma pessoa otimista. As medidas que tomamos em 2015 vão se mostrar suficientes, e tivemos a sinalização da presidente Dilma Rousseff, publicando os novos indexadores da dívida dos estados, que é ansiada há mais de dez anos por todos os governantes. Acredito que a gente vá ter crescimento econômico, não dá para ter outro ano como 2015, por isso o meu otimismo”.

O governo estuda transferir órgãos estaduais para um centro administrativo que abrigue diversas secretarias, para reduzir seus gastos com aluguéis de salas, que chegam a R$ 80 milhões. O mais cogitado é um edifício de 19 andares na Cidade Nova, na área do Sambódromo, projeto do escritório do arquiteto Oscar Niemeyer.

“Estamos fazendo as contas, vendo três prédios, o que for mais barato. Se pagarmos R$ 40 milhões, já é metade, e ainda se racionaliza custos com empresas de segurança e limpeza”, justificou. Pezão garantiu que os pagamentos de janeiro dos servidores sairão normalmente até o dia 12, sétimo dia útil do mês – em dezembro, o 13º salário foi parcelado.

Ele disse que a rede da saúde fluminense  será enxugada, adaptada à escassez de recursos. “Temos 26 unidades e os recursos que recebemos são irrisórios, R$ 45 milhões. Vamos nos adaptar ao que a gente recebe, é muito pouco pelo que prestamos. A nossa rede será do tamanho que for pactuado com as prefeituras e o governo federal. O nosso Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é o único do Brasil. Vamos discutir com o Ministério da Saúde e prefeitos da Região Metropolitano”.

Ele deu as declarações após a troca de comando geral da Polícia Militar – saiu o comandante Alberto Pinheiro Neto (oficialmente, a pedido), e entrou em seu lugar o coronel Edison Duarte dos Santos Júnior, que vinha chefiando a Coordenadoria Especial de Assuntos Olímpicos. O oficial chefiará a corporação no ano dos Jogos Olímpicos do Rio com a experiência de ter coordenado, entre 2009 e 2013, a preparação da PM para atuar na Copa das Confederações  e na Jornada Mundial da Juventude, que teve a presença do papa Bento XVI (ambos em 2013). 

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