PF desarticula quadrilha que vendia terra e brita para obras públicas no Rio

Grupo vinha atuando na zona oeste da cidade e explorava irregularmente área de 100 hectares

Agência Brasil,

20 Agosto 2011 | 04h24

SÃO PAULO - Uma quadrilha que atuava na região de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, explorava irregularmente uma área de 100 hectares, vendendo terra e brita para obras públicas, como o Arco Rodoviário, foi desarticulada nesta sexta-feira, 19, pela Polícia Federal (PF), que deteve 40 pessoas e apreendeu 30 caminhões, três retroescavadeiras e três automóveis.

 

O responsável pelo esquema conseguiu escapar momentos antes da chegada dos policiais,mas já foi identificado, segundo o chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, delegado Fábio Scliar. Ainda segundo a PF, um oficial da Polícia Militar está envolvido no crime.

 

O delegado disse que o antigo concessionário da lavra foi ameaçado pelos acusados, que passaram a administrar o negócio. "Esse caso mostra o mal que a milícia faz à sociedade. É a primeira vez que vejo o roubo de uma concessão. Uma das pessoas da milícia simplesmente tomou (a terra), no peito e na raça, e expulsou o antigo concessionário", assinalou o delegado.

 

A maioria dos presos é formada por motoristas de caminhão. Segundo a PF, eles devem ser liberados depois ouvidos. De acordo com Scliar, 13 pessoas são suspeitas de envolvimento direto com o esquema criminoso.

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