PF prende mulher e contatos de Beira-Mar durante operação

Polícia faz operação para desmantelar esquema de tráfico comandado por Beira Mar de dentro do presídio

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br e João Naves, do Estadão,

22 de novembro de 2007 | 12h00

A mulher de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Jaqueline Alcântara de Morais, foi presa nesta quinta-feira, 22, durante a Operação Fênix,deflagrada pela Polícia Federal para conter a atuação do traficante, de acordo com as autoridades, mantinha suas atividades de tráfico de drogas e armas de dentro do presídio de segurança máxima em que está preso, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.   As primeiras informações dão conta de que, com ela, foi apreendida uma quantia em dinheiro, além de jóias que seriam resultantes dos lucros com o tráfico de entorpecente. O local da prisão de Jaqueline não foi divulgado. No fim de setembro último, Beira-Mar casou-se com ela, com quem namorava havia 15 anos e com quem tem três filhos.   No Mato Grosso do Sul, a PF prendeu Rubens Norberto Outeiro Pinto, 45 anos, considerado um dos chefões do narcotráfico comandado por Fernandinho Beira-Mar, na divisa com o Paraguai. A prisão foi feita em Amambaí, extremo sul do Estado, onde o acusado morava e atuava no narcotráfico entre o MS e o Paraguai, principalmente de maconha produzida em Capitán Bado (Paraguai), cidade vizinha a Coronel Sapucaia (MS).   Em Campo Grande, foram presos Jaqueline Kelly dos Santos Arantes, 29 anos, o cunhado e o filho de Beira-Mar, Ronaldo Alcântara de Moraes, 37 anos e Felipe Alexandre da Costa, 21 anos, respectivamente. Felipe foi ouvido e dispensado, porque não possui antecedentes criminais. Na quarta-feira, 21, os dois visitaram Beira-Mar no Presídio Federal de Campo Grande, e estavam em um hotel do centro da cidade.   Kelly foi presa dentro de um ônibus que chegava do Rio de Janeiro. Ela é filha de José Cláudio Arantes o "Tio Arantes", que comandou a rebelião na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, em maio de 2005. Segundo informações da Polícia Civil, ele era líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) no MS. Foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas (PR).   Os três, são acusados por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, conforme os cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal do Paraná, para serem cumpridos no MS. Entre os mandados, um é contra Ubiratan Brescovit e outro contra Fernandinho Beira-Mar que estão presos há cinco meses em Campo Grande.   Beira-Mar começou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal no dia 23 de março de 2006. Em 19 de julho do mesmo ano, foi o primeiro a ser transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas (PR). Em agosto deste ano, passou a ocupar uma cela do Presídio Federal de Campo Grande.   Em Mato Grosso do Sul, o traficante responde processo na Justiça Federal sobre lavagem de dinheiro. Segundo processo que está sob a responsabilidade do juiz federal Odilon de Oliveira, Beira-Mar usou 23 pessoas residentes em Coronel Sapucaia, para lavar mais de R$ 12 milhões, obtidos com o tráfico de maconha paraguaia.   Depois de mais de um ano e meio de investigações, a PF afirma que conseguiu provar que o traficante transmitia ordens para seus comparsas com o auxílio de familiares e de seus advogados. A PF acusa o traficante de ter comandado crimes como tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro, homicídio e tráfico de armas.   (Colabora Solange Spigliatti, do estadao.com.br, e Evandro Fadel, do Estadão)

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