Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

PF vai utilizar tecnologia 3D para investigar incêndio no Museu Nacional

Peritos tentarão entender qual foi a dinâmica do incêndio: onde ele começou e qual caminho percorreu até se expandir por todo o prédio. Equipes analisarão possíveis falhas elétricas e buscarão vestígios de combustível

Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2018 | 21h19

BRASÍLIA - Peritos da Polícia Federal que vão atuar no caso do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recriarão em formato 3D o prédio destruído pelas chamas para mapear as causas do incêndio. Além de profissionais da PF do Rio, outros oito peritos da corporação foram enviados para o local  e iniciaram nesta terça-feira, 4, os trabalhos para descobrir como o fogo começou e se espalhou pelo prédio na Quinta da Boa Vista, em São Cristovão.

O incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional na noite do domingo, 2. O fogo começou por volta das 19h30 e durou até as 2 de segunda-feira, 3. Para entender como o incêndio teve início, a PF designou peritos de diferentes especialidades para o trabalho. Atuarão na investigação um especialista em incêndios originários de instalações elétricas, três especialistas em incêndios de grandes proporções, dois peritos treinados para reconstituição em 3D e outros dois profissionais especializados em perícia em "local de crime", treinados para encontrar vestígios.

Esse grupo vai se juntar aos peritos da Superintendência da PF no Rio de Janeiro que acompanham o caso desde o primeiro dia. Segundo disse ao Estado o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, ao menos duas equipes da PF estão no local desde a segunda-feira, 3, coletando informações.

Os peritos se valem de um scanner a laser que utiliza imagens do local de diferentes fontes - drones, câmeras de vídeo tradicionais, etc - para recriar o prédio em formato tridimensional. O objetivo da criação da versão em 3D é poder criar um imagem da atual situação do local e assim mapear todos os detalhes sobre cinzas, objetos e até marcas do fogo no prédio.

Com essas informações, os peritos tentarão entender qual foi a dinâmica do incêndio: onde ele começou e qual caminho percorreu até se expandir por todo o prédio. O trabalho dos peritos visa testar todas as possíveis causas do incêndio,  por isso, a equipe da PF vai mapear possíveis falhas nas instalações elétricas e buscar vestígios de algum tipo de combustível que possam ter sido responsável pelo início do fogo.

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