Piloto da TAM é assassinado na zona sul do Rio

Polícia acredita que Ricardo Frota Oliveira foi vítima de uma tentativa de assalto

Pedro Dantas, do Estadão,

03 de agosto de 2007 | 11h09

O piloto da TAM Ricardo Frota Oliveira, de 44 anos, foi assassinado nesta sexta-feira, 3, em Botafogo, na zona sul do Rio, por volta das 5h30. A polícia investiga se o crime foi uma tentativa de roubo ou crime passional , pois nenhum pertence da vítima foi roubado. Ele guiava uma moto Suzuki Bandit 1200, usava jóias e tinha dólares e euros na carteira.   De acordo com testemunhas, os criminosos estavam em um carro Meriva preto e perseguiram o piloto por um quilômetro, da Rua da Passagem até a Praça Ozanan, onde a moto colidiu em alta velocidade com uma placa de sinalização na Rua General Severiano, quase em frente ao campus na Praia Vermelha, na Urca, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.   "Sabemos que a vítima sempre fazia este caminho. Houve perseguição e nenhum pertence foi levado. Não descartamos uma tentativa de roubo, mas a hipótese mais forte é de uma execução", disse o delegado-titular da 10ª Delegacia de Polícia de Botafogo, Eduardo Baptista Filho, que descartou qualquer ligação da morte com a atual crise aérea que envolve a TAM.   Segundo o delegado, o piloto estava há pouco tempo na empresa na qual pilotava aeronaves de pequeno porte e aviões da ponte aérea Rio-São Paulo.   Parentes da acreditam que o crime foi uma tentativa de roubo da moto de Oliveira. "Ele possuía ótima índole, não tinha inimigos e estava em um momento especial da vida. Após o Pan, a violência voltou ao Rio da mesma forma como era antes do evento", disse o Ernesto Weber, de 69 anos, padastro do piloto. Apesar das declarações, Weber disse que o piloto sempre orientava os dois filhos e a esposa a não reagir em caso de assalto.   De acordo com o padastro, Weber era piloto há mais de 20 anos e trabalhou a maior parte do tempo na Varig. Ele estava há sete meses na TAM. Nesta sexta, Oliveira iria para São Paulo para fazer um curso quando foi morto. Filho de um piloto morto em um acidente de carro, Oliveira iria comemorar na volta para o Rio a licença de piloto obtida pelo filho mais velho, de 19 anos.   Moradores dizem que o furto a veículos é comum na região e contaram que ouviram muitos disparos. "Acordei com os tiros. O porteiro disse que ele foi atingido antes, pois perdeu o controle da moto e bateu", disse uma mulher. Um tiro atingiu o portão do Hospital Rocha Faria.   Uma outra testemunha disse que o homem que viajava no carona ainda abriu o vidro e atirou no peito do piloto já caído. Os peritos revelaram que Oliveira foi atingido por três tiros. Dois nas costas e um no tórax.   Matéria ampliada às 18h23

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