Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Plano Nacional de Segurança Pública começará pelo Rio de Janeiro

Na avaliação do governo, cidade é a que passa por uma das situações mais graves; Temer descarta ações 'pirotécnicas'

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2017 | 17h23

BRASÍLIA - Sem dar detalhes que constarão no Plano Nacional de Segurança Publica, o presidente Michel Temer (PMDB) disse na abertura da reunião promovida pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que o plano começará pelo Rio de Janeiro e que não haverá ações "pirotécnicas".

"Vamos começar um experimento, uma série de ações, nada pirotécnico, muito planejado, para fazer operações no Rio de Janeiro", afirmou. 

Temer não citou expressamente, mas a avaliação dentro do governo é de que a cidade do Rio é a que passa por uma das situações mais graves em segurança pública e que pode servir de modelo para que ações sejam implementadas em outras cidades.

"Neste momento, está mais sistematizado um Plano Nacional de Segurança Publica", disse, ressaltando que era "com muita satisfação" que seu governo dá inicio "mais concreto as ações do Plano Nacional de Segurança Publica". 

O presidente também não falou expressamente da polêmica envolvendo o uso das Forças Armadas nas manifestações recentes em Brasília e disse que as Forças Federais foram ao Rio de Janeiro garantir "tranquilidade absoluta" na Olimpíada de 2016 e que os Jogos foram um "sucesso extraordinário".

"No primeiro momento, essas coisas foram feitas pontualmente, mas já estava em início o Plano de Segurança Publica", afirmou.  

Temer disse ainda que a segurança pública ganhou dimensão extraterritorial e extrajurídica, lembrou que o governo teve que atuar para contar rebeliões em presídios e que seu governo tomou decisões sem interferir na competência dos Estados.

"Colocamos as Forças Nacionais, e Forças Armadas, a serviço de localidades a pedido de governadores e recebemos muitos aplausos", disse. 

Em uma rápida referência aos ministros da Justiça, Temer lembrou que turbinou a pasta com a responsabilidade de cuidar da área de Segurança Pública na época do "império de Alexandre Moraes".

O presidente citou rapidamente Osmar Serraglio, que perdeu o cargo na semana passada para Torquato Jardim. 

Encontro

A reunião contou com a presença do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do prefeito da capital carioca, Marcelo Crivella (PRB), além do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Também estão presentes os ministros da Justiça, Torquato Jardim; da Defesa, Raul Jungmann; do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen.  

Desde o mês passado, Jungmann e Etchegoyen avaliam ações, no âmbito do Plano Nacional de Segurança Pública, para a área da segurança pública no Rio. Além de investimentos em equipamentos, laboratórios e pessoal das polícias, o governo pretende ampliar os benefícios do Bolsa Família e de outros programas sociais nas comunidades do Rio e nos subúrbios. 

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