PM acredita em 'atentado' contra três policiais mortos no Rio

Quatro PMs e um oficial do Exército foram assassinados entre a noite de terça e a madrugada desta quarta-feira

Clarissa Thomé e Pedro Dantas, do Estadão,

21 de novembro de 2007 | 12h52

Três dos quatro policiais militares mortos no Rio de Janeiro na madrugada desta quarta-feira, 21, podem ter sido vítimas de uma emboscada para que eles fossem executados. A afirmação foi feita nesta manhã pelo chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Samuel Dionísio. O chefe da PM afirmou "que a morte causa comoção, mas o envolvimento dos PMs com o tráfico de drogas deve ser investigado". Em 12 horas, um policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), três homens da PM e um capitão do Exército foram mortos em diferentes pontos da cidade.  Os três PMs que teriam sido vítimas de uma emboscada morreram no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio. Os soldados Avelar, Calheiros e Aurélio saíram de casa para trabalhar quando foram rendidos por homens encapuzados e armados que estavam em um Gol. Na emboscada, eles foram vítimas de mais de 50 disparos. A Polícia Civil do Rio também investigará o envolvimento dos mortos com a máfia de transportes alternativos e de caça-níqueis. Integrante do Bope, o cabo Adonay Cavalcante Xavier foi morto a tiros quando estacionava seu carro em casa, no bairro da Tijuca, na zona norte Rio. Segundo a assessoria da PM, o policial estava de folga e os criminosos teriam fugido logo após os disparos, sem roubar nada. Xavier chegou a ser socorrido no Hospital Geral da Polícia Militar. O capitão do Exército Vander Cerqueira de Lima, de 36 anos, foi morto em uma falsa blitz em Deodoro, na zona oeste do Rio. A mulher dele, a psicóloga Cláudia, de 34 anos, que está grávida de sete meses, também foi atingida na perna. O filho do casal Mateus, de 2 anos, não foi atingido. O oficial havia passado próximo ao piscinão de Deodoro quando foi parado na falsa blitz. Lima desceu do carro e quando percebeu que se tratava de uma falsa blitz teria dito "perdi, perdi" e logo depois teria pedido que sua família não fosse agredida. Foi quando começou o tiroteio. O policial foi atingido por um tiro de fuzil e sua mulher ferida por uma bala de pistola. Ela está internada no Hospital Central do Exército e não corre perigo.

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