MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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PM acusado de matar o dançarino DG ganha habeas corpus

No pedido de liberdade, os advogados do soldado afirmaram que as munições recolhidas no local do crime não pertenciam à arma do PM

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2015 | 19h09

RIO - O soldado Walter Saldanha Correa Júnior, que cumpria prisão preventiva desde 10 de abril pela acusação de ter matado Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, dançarino do programa "Esquenta", da TV Globo, obteve nesta terça-feira, 26, um habeas corpus para deixar a prisão. 

A decisão foi do desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O policial militar está detido no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica (zona norte do Rio), e não havia deixado a prisão até as 19 horas desta terça.

No pedido de habeas corpus, os advogados do policial afirmaram que, segundo a perícia, nenhuma das munições recolhidas no local do crime pertencia à arma do PM. Além disso, segundo eles, não houve fundamento para a prisão decretada em abril.

DG morreu baleado em 22 de abril de 2014 na favela Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, na zona sul do Rio, onde foi criado. Naquele dia houve uma ação policial e o dançarino teria sido confundido com um traficante. Ele trabalhou durante quatro anos como dançarino do programa apresentado por Regina Casé na TV Globo.

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