PM de UPP baleado no último sábado tem morte encefálica

Com Anderson Fernando Cruz, chega a 14 o número de policiais militares mortos no Rio neste ano, sendo seis em serviço

O Estado de S. Paulo

12 Março 2015 | 08h39

RIO - Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora da Fazendinha, baleado no último sábado, 7, na comunidade, que fica no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, teve morte encefálica constatada nesta terça-feira, 10.

Anderson Fernandes Cruz, de 34 anos, era lotado na UPP da qual fazia parte desde o ano passado. Com a morte dele, chega a 14 o número de policiais militares mortos no Rio só neste ano. Com Anderson, chega também a seis o número de PMs mortos em serviço no Estado.

No fim de semana, outros três policiais militares foram mortos em menos de 48 horas. Na noite deste domingo, 8, Diego Moutinho da Silva Maia, de 29 anos, foi baleado em Nilópolis, na Baixada Fluminense. De acordo com a Polícia Militar, ele estava em um bar na Rua Marechal Castelo Branco, quando, segundo testemunhas, decidiu abordar um suspeito armado. Esse homem teria fugido e voltado depois com mais três pessoas, que dispararam contra o policial.

Diego, que trabalhava no 39º Batalhão de Polícia Militar (Belford Roxo), estava de folga no momento em que foi atingido. Ele chegou a ser levado por volta de 23h30 de domingo para a Unidade de Pronto Atendimento de Ricardo de Albuquerque, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

Esse também foi o segundo caso de policial morto em menos de 48h só nessa região. No sábado, 7, o soldado Adson Nunes da Silva, lotado na Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, foi morto por tiros e deixado neste sábado na UPA de Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

O PM foi levado para o local por um carro não identificado. Policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar (Mesquita) foram acionados. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense. A Polícia Civil afirmou que está buscando imagens de câmeras de segurança instaladas na região e possíveis testemunhas que possam ajudar nas investigações.

O terceiro assassinato registrado no fim de semana foi o de um sargento da PM, identificado como Tales, atingido por cinco tiros após uma abordagem nas proximidades da comunidade do Juramento, na zona norte.

De acordo com informações do 41º Batalhão de Polícia Militar, onde Tales trabalhava, ele e outros PMs pediram que um carro em atitude suspeita parasse. Ao se aproximarem do veículo, os policiais foram atacados a tiros e com uma granada.

Tales chegou a ser levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, na zona norte, mas não resistiu. Outros dois PMs ficaram feridos na ação e foram levados para a mesma unidade, mas não correm risco de morte.

Um sargento identificado como Moraes foi atingido na mão por um dos disparos e foi transferido para o Hospital Central da PM, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Já o subtenente Maxuell se feriu com estilhaços de granada e já foi liberado.

Também no sábado, dois PMs foram feridos por disparos de armas de fogo em comunidades com UPPs. No Largo da Alvorada, na Favela de Nova Brasília, pertencente ao Complexo do Alemão, um policial da UPP da comunidade levou um tiro de raspão no abdome durante um patrulhamento na madrugada deste sábado. Encaminhado também ao Hospital Getúlio Vargas, o PM foi medicado e liberado.

No mesmo dia, pela manhã, um policial pertencente à UPP do Morro da Providência, no centro, feriu-se sem gravidade com estilhaços de bala durante um confronto com homens armados na comunidade. Elias da Silva Nepomuceno, de 34 anos, foi ferido no pescoço sem gravidade.

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