PM do Rio admite erro na morte de coordenador do AfroReggae

'É imperativo pedir desculpas', diz comandante-geral; policiais não socorreram vítima e criminosos foram soltos

Alfredo Junqueira, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2009 | 14h36

O comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu que a polícia errou no episódio em que o coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, foi assassinado, em um assalto na madrugada de domingo. "É ruim saber que os policiais erraram. Eles são preparados para agir nas situações mais difíceis, e agir na repressão ao delito é o que se espera deles. A PM errou, trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais para admitir o erro. É imperativo pedir desculpas", afirmou o comandante, que disse estar solidário à família de Evandro.

 

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Os criminosos atiraram no coordenador do grupo cultural depois de roubar o par de tênis e o casaco dele. Eles foram detidos por policiais do 13.º Batalhão, da Praça Tiradentes, mas acabaram liberados depois de entregar os objetos aos PMs. Os policiais não prestaram socorro a Evandro.

 

O coronel Mário Sérgio Duarte divulgou o nome dos agentes: o capitão Denis Leonardi Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles. Eles ficarão detidos no 13.º Batalhão até sábado ou podem continuar presos caso a Justiça determina a prisão preventiva dos dois acusados. O capitão era o supervisor do patrulhamento do batalhão naquela noite. Ele e o cabo abandonaram a ocorrência. Outra equipe assumiu o caso.

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