PM do Rio é preso acusado de aliciar mulheres para prostituição

Policial de 37 anos trabalha no Palácio da Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro

Alexandre Rodrigues, do Estadão,

10 de agosto de 2007 | 12h15

O policial militar Adelino Correia, de 37 anos, que trabalha na sede do governo do Estado do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta sexta-feira, 10, sob a acusação de atuar no aliciamento de mulheres e menores para a prostituição. Uma mulher identificada como Sandra, que seria companheira do policial, também foi presa na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense, como cúmplice. O cabo PM foi detido quando chegava para trabalhar. No armário dele, no Palácio Guanabara, foi encontrado um álbum com fotografias de mulheres exploradas pela rede de prostituição que funciona na Barra. O mandado de prisão foi cumprido por policiais do Grupo de Apoio à Promotorias de Justiça (GAP) a pedido dos promotores Márcio Mothé e Delma Acioly, autores da denúncia de exploração sexual infantil e cárcere privado. Na investigação, foram feitas escutas telefônicas com autorização da juíza Ivone Caetano, da 1º Vara da Infância e Juventude. Em uma das gravações, policiais militares pedem a Sandra "umas criancinhas" para uma festa de agentes da corporação. Em outra gravação, Sandra negocia o envio de menores a um campeonato de golfe no Itanhangá Golfe Club, em São Conrado.

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