Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

PF do Rio escolta caminhões para garantir tratamento de água

Segundo o gabinete, a Polícia Militar está escoltando caminhões necessários à manutenção de setores essenciais, como saúde, transporte de produtos químicos para tratamento da água e funcionamento de aeroportos

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 17h34
Atualizado 25 Maio 2018 | 19h09

RIO - O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro divulgou nota, na tarde desta sexta-feira, 25, em que afirma que “monitora os impactos para o Estado do Rio de Janeiro desde o início da greve dos caminhoneiros ”. “O planejamento do GIF prevê a atuação das forças seguranças estaduais e, caso necessário, das forças federais”, diz a nota.

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Segundo o gabinete, a Polícia Federal está escoltando caminhões necessários à manutenção de setores essenciais, como saúde, transporte de produtos químicos para tratamento da água e funcionamento de aeroportos. Não há racionamento de combustível nas instituições policiais, diz o GIF, e as operações previstas seguem seu curso normal.

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O interventor, general Braga Netto, afirma que as providências necessárias estão sendo tomadas: “Minha principal preocupação é com a população, para que não haja desabastecimento”, disse, de acordo com a nota.

Em função da greve dos caminhoneiros, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) está monitorando os sistemas de produção de água e os estoques de produtos químicos e implantando medidas para que não seja necessário interromper a produção de água. Caso a entrega de produtos atrase de forma significativa, a companhia vai adotar medidas que vão variar conforme a região atendida por cada sistema de tratamento de água. Até esta sexta-feira, 25, não havia previsão de falta de água, mas a Cedae pede à população do Estado do Rio que economize o produto.

Em nota, a empresa afirmou que está conseguindo receber produtos essenciais para tratar a água com a escolta da Polícia Federal, “inclusive com entrega, ontem (24), nas unidades Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, ETA Imunana-Laranjal e Ribeirão das Lajes”.

“A companhia permanece em contato com fornecedores, órgãos competentes e de segurança para o fornecimento de produtos químicos”, afirma a nota. Segundo a Cedae, todas as unidades da companhia permanecem em operação.

Conforme a companhia, os produtos químicos usados pela Cedae têm origem nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Os principais produtos para o tratamento de água que estão com suas entregas comprometidas são cloro (que combate as bactérias) e sulfato de alumínio (que provoca a decantação de partículas em suspensão).

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