PM é indiciado por morte de jovem durante protesto no Rio

Edson da Silva dos Santos, de 27 anos, foi baleado durante protesto em Ipanema, horas após corpo do dançarino DG ter sido encontrado

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

05 Março 2015 | 22h49

RIO - O soldado Hebert Nobre Maia, da Polícia Militar do Rio, foi indiciado nesta quinta-feira, 5, por homicídio doloso (intencional) pela morte de Edson da Silva dos Santos, de 27 anos. O jovem foi morto durante um protesto em Ipanema, na zona sul do Rio, em 22 de abril de 2014, horas depois que o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, de 26 anos, foi encontrado morto.

DG morreu durante uma ação policial na favela do Pavão-Pavãozinho, em Ipanema, na madrugada do dia 22. O soldado Walter Saldanha Correia Júnior foi indiciado pela morte do dançarino, que trabalhava no programa "Esquenta", apresentado por Regina Casé na TV Globo.

Horas depois que o corpo de DG foi encontrado, no quintal de uma creche, moradores da favela iniciaram um protesto que interditou ruas de Ipanema. Durante esse ato, Edson da Silva dos Santos, que era deficiente mental, foi baleado e morreu.

A câmera de um prédio filmou os disparos feitos pelo soldado. Segundo o inquérito policial, foi um desses tiros que atingiu Santos. O PM agora deve responder pelo homicídio.



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