Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

PM exonera oficiais da Corregedoria responsáveis por prender 62 policiais

Os seis oficiais faziam parte da equipe de Corregedoria da PM, que foi responsável por prender o comandante da UPP do Caju; no local também foram encontradas armas com numeração raspada, bombas de efeito moral e maconha

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2017 | 12h58

RIO - A Polícia Militar exonerou seis oficiais que faziam parte da equipe da Corregedoria da PM que prendeu 62 policiais, de julho a setembro- primeiros meses do grupo no posto. Eles ocupavam as chefias de seis Delegacias de Polícia Judiciária Militar do Estado. Os dados foram obtidos pelo site G1.

Entre as exonerações, está o major Manuel Carlos Pontes, que cuidava de investigações sobre irregularidades cometidas por policiais de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A retirada dos cinco majores e de um tenente-coronel aconteceu nesta quarta-feira, 1, um dia após a nomeação do novo corregedor-geral da PM, o coronel Jorge Fernando Pimenta, ex-comandante do Batalhão de Choque da corporação. Pimenta substituiu o corregedor Wanderby Braga de Medeiros, que pediu para deixar o cargo depois que a investigação sobre a morte da espanhola na Rocinha foi para a Divisão de Homicídios.

Medeiros e os seis exonerados foram transferidos para o departamento de pessoal da PM. A equipe também foi responsável por prender, no mês passado, o comandante da UPP do Caju, 0 major Alexandre Frugoni, e outros três policiais da unidade. Durante uma varredura da corregedoria na base da UPP, foram encontradas armas com numeração raspada, bombas de efeito moral, maconha e cocaína.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar ignorou os questionamentos sobre os motivos que levaram às exonerações dos oficiais. Em resposta, o órgão enviou um breve currículo do novo corregedor-geral da PM. “O coronel Jorge Fernando Pimenta é oficial graduado em Direito, cursado em Investigação e Perícia Criminal e Inteligência Militar. O oficial serviu por mais de quatro anos na área jurídica da Corporação, com passagens pela Corregedoria da Polícia Militar e Assessoria Jurídica, inclusive já tendo atuado correcionalmente em diversos desvios de conduta de policiais”, informou.

Além disso, afirmou que “o novo corregedor indicou oficiais com experiência na área jurídica e correcional, dentre, eles estão o tenente-coronel Alessandro Raggio Santos que já foi assessor jurídico da Corporação e o tenente-coronel Gustavo Medeiros Bastos, oficial com larga experiência na área correcional, tendo atuado inclusive na prisão de policiais no caso do músico Rafael Mascarenhas, no ano de 2010”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.