PM faz operação contra tráfico de drogas na zona norte do Rio

200 homens estão no Lins após dois dias de tiroteios; na zona sul, dois suspeitos de disparos que atingiram helicóptero são presos

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2014 | 09h49

Atualizado às 11h00

RIO - Depois de dois dias de intensos tiroteios, cerca de 200 policiais militares fazem operação no Complexo de Favelas do Lins, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira, 8, para tentar prender traficantes que continuam agindo na região. Além dos agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local e do Camarista Méier, participam da ação agentes dos batalhões de Operações Especiais (Bope), de Choque, de Ações com Cães (BAC), do Méier (3º BPM) e uma aeronave do Grupamento Aeromarítimo (GAM). 

Uma pessoa ainda não identificada foi presa e encaminhada para a 26ª Delegacia de Polícia (Todos os Santos, na zona norte). Ainda não há informações sobre confrontos e apreensões.

Na segunda-feira, 6, um policial da UPP Camarista Méier, a dois quilômetros do Lins, foi baleado na cabeça. O soldado Elias Camilo permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em estado grave no Hospital Naval Marcílio Dias.

Na terça-feira, 7, cerca de 1,7 mil estudantes de seis escolas ficaram sem aulas e o comércio ficou fechado. Em outra favela próxima, após confronto, traficantes do Comando Vermelho atiraram contra uma viatura da PM que passava na Rua Barão do Bom Retiro, uma das principais vias da região.

Por causa dos confrontos, motoristas de ônibus evitam passar pela região.

Presos na Rocinha. Dois homens foram presos nesta quarta-feira por envolvimento em confronto na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, no dia 29 de setembro. Na ocasião, um helicóptero foi atingido na hélice e 14 pessoas foram detidas - o objetivo da operação era cumprir 54 mandados de prisão.

Patrick do Nascimento Rocha, de 19 anos, foi preso de madrugada por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha) durante operação na favela. Conhecido como Peu, ele é apontado como um dos responsáveis pelos disparos que atingiram o helicóptero.

Patrick atuava como "soldado" no tráfico de drogas da região, dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA). Contra ele foi expedido mandado de prisão temporária por tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Já Vinícius Pessoa Pedroni, o Guiça, foi preso em flagrante por agentes da 33ª DP (Recreio, na zona oeste) por corrupção ativa. Ele estava no Apart Hotel Via Del Sol, no Recreio, e teria oferecido R$ 500 mil aos policiais para não ser preso.

Contra ele havia três mandados de prisão. Ele também teria disparado contra o helicóptero da Polícia Civil, apontam as investigações.

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