PM faz operação nos morros do Chapadão e Pedreira após mortes

Tiroteio também deixou 4 pessoas feridas; disparos começaram quando caminhão que transportava bebidas foi interceptado e rastreador parou veículo

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

26 Maio 2015 | 14h40

Atualizada às 16h05

RIO  - Um dia após um tiroteio durante um roubo de caminhão ter deixado três mortos e quatro feridos, a Polícia Militar realiza, desde a manhã desta terça-feira, 26, uma operação nos morros do Chapadão e Pedreira, em Costa Barros, na zona norte. De acordo com a corporação, não há informações sobre feridos ou presos na ação.

No fim da manhã de segunda-feira, 25, traficantes do morro da Pedreira, em motos e em carro, obrigaram com um fuzil o motorista de um caminhão que transportava bebidas na Avenida Brasil, na altura de Fazenda Botafogo, a desviar sua rota e seguir para Costa Barros. O veículo passava pela Estrada João Paulo Segundo, entre os morros da Lagartixa, da Pedreira e Chapadão, quando o rastreador da carreta impediu que o veículo continuasse. 

Foi quando bandidos do Chapadão, dominado por traficantes do Comando Vermelho, começaram a atirar na direção do caminhão. Os assaltantes, da rival Amigo dos Amigos, fugiram em motos para dentro da Pedreira e não revidaram. 

Dois outros caminhões ficaram no meio do fogo cruzado. Um fazia coleta de lixo para a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O outro era uma betoneira. O motorista deste veículo, Wellington Pimentel de Azeredo, de 42 anos, levou um tiro e morreu. Ele chegou a ser socorrido na Unidade de Pronto Atendimento de Costa Barros, mas não resistiu. Na ação, Adriano Lima de Araújo e Fabrício Almeida da Silva, de 17 anos, também morreram. 

Entre os feridos, estavam Marcio Alex Olímpio dos Reis, de 42 anos, que levou um tiro na perna; Cristiano Figueroa, de 28, que foi baleado no queixo; e Haroldo do Nascimento, de 52 anos, atingido na perna.

Já Matheus Silva Santos, de 20 anos, alvejado no pé, tinha passagem pela polícia por roubo e está internado sob custódia no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste. Segundo a Polícia Civil, porém, Matheus não integrava nenhum dos grupos que trocaram tiros.

Todos os outros feridos foram atendidos na UPA de Costa Barros, exceto Figueroa, levado para o Hospital Salgado Filho, no Méier, zona norte.

Nenhum dos feridos ou mortos participava da troca de tiros, segundo investigadores da Delegacia de Homicídios.

O motorista do caminhão roubado, ainda não identificado, conseguiu escapar ileso e se escondeu na UPA de Costa Barros, onde pediu um avental para se passar por paciente da unidade e não ser morto por bandidos. Ele temia represália pelo fato de o veículo ter parado no meio da via.

O tiroteio também deixou pedestres da região em pânico. Segundo relatos, um médico da UPA de Costa Barros que passou pela região do tiroteio imediatamente pediu para ser desligado da unidade, assustado com os tiros. 

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