Governo do Rio de Janeiro/Divulgação
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PM morre ao ser surpreendido por tiros na UPP de São Carlos

Complexo na região central do Rio de Janeiro vive tensão entre policiais militares e traficantes desde a última quarta-feira

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2015 | 13h44

RIO - Um policial militar da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo de São Carlos, comunidade da zona norte do Rio de Janeiro, morreu ao ser baleado nesta quinta-feira, 25 durante patrulhamento. De acordo com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), Tarsis Doria Noia, de 40 anos, passava próximo a um beco no Morro do Zinco acompanhado de outro policial militar, quando foram surpreendidos por disparos. O suspeito conseguiu fugir.

O militar foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), mas não resistiu aos ferimentos. A CPP informou que o policiamento foi reforçado na comunidade e policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizam buscas no local.

Tarsis estava na corporação desde dezembro de 2001 e desde dezembro de 2014 era lotado na UPP São Carlos. Era casado e deixa um filho. Não foram divulgadas informações sobre o sepultamento. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da capital fluminense.

Conflitos. Desde esta quarta-feira, 24, o Complexo de São Carlos vive clima de confronto. Um adolescente, uma mulher e um policial militar foram baleados durante trocas de tiros no Morro da Mineira, que faz parte do conjunto de favelas. A CPP informou que houve um tiroteio entre policiais e traficantes na favela.

O PM foi submetido a cirurgia e permanecia internado nesta quinta-feira  policial no Hospital Central da Polícia Militar. O adolescente, de 17 anos, levou um tiro de raspão no peito e foi atendido no Hospital Souza Aguiar, na região central. Rafaela Cavalcanti da Conceição, de 22 anos, teve um ferimento na cabeça. Ela foi operada e, no fim da tarde de quarta-feira, seu quadro clínico era estável.

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