PM morre na favela da Rocinha no dia do início de obras do PAC

O sargento João Nunes Rafero foi atingido por estilhaços da granada na perna e não resistiu aos ferimentos

Talita Figueiredo, especial para o Estado,

10 de março de 2008 | 19h44

No dia em que os canteiros de obras de urbanização do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) começaram a ser montados na favela da Rocinha, um intenso tiroteio deixou um policial militar morto e moradores em pânico. Por volta das 10h desta segunda-feira, 10, um grupo de PMs do 23º Batalhão de Polícia Militar entrou em confronto com traficantes armados no alto da favela. Durante o tiroteio, parte de uma casa pegou fogo com a explosão de uma granada lançada pelos criminosos. Como não havia ninguém na casa, não houve feridos.  Na troca de tiros, o sargento João Nunes Rafero foi atingido por estilhaços da granada na perna e por um tiro na barriga. Rafero foi levado para o Hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos. Na operação, a PM apreendeu uma carabina calibre 30, uma bomba de fabricação caseira, uma granada e pequena quantidade de drogas. Na última sexta-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na Rocinha para anunciar o início das obras do PAC. Em discurso na favela, ele disse que "a polícia não pode entrar (nas comunidades) batendo em todo mundo", porque seria assumir que na favela "todos são bandidos". Também nas favelas do Alemão e Manguinhos, as empresas vencedoras da licitação começaram ontem a construir seus canteiros. Segundo a Secretaria de Obras, o tiroteio na Rocinha não impediu o trabalho de ser iniciado. A secretaria informou ainda que é provável que a partir da semana que vem elas comecem a contratar os funcionários que vão trabalhar nas obras.

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