PM prende dois homens suspeitos de torturar e matar policial no Rio

Os suspeitos foram presos com armas e drogas na comunidade do Flamenguinho; soldado foi amarrado e arrastado antes de ser morto

ANTONIO PITA, Estadão Conteúdo

17 Outubro 2015 | 18h17

A Polícia Militar do Rio prendeu na noite de sexta-feira, 16, dois jovens suspeitos de envolvimento com a morte de Bruno Rodrigues Pereira, soldado de 30 anos morto no último mês após ser arrastado pelas ruas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os dois suspeitos foram presos com armas e drogas na comunidade do Flamenguinho, segundo policiais do 20ª Batalhão responsáveis pela prisão. Diego de Paula Lima e Matheus Abreu da Silva, ambos de 18 anos, foram encaminhados à delegacia e serão ouvidos pela Divisão de Homicídios da Baixada, que investiga a morte do soldado.

Os policiais realizavam buscas na comunidade após receberem denúncias sobre os suspeitos do homicídio de Bruno. Os suspeitos estavam com outros dois homens e fugiram após a abordagem. Eles foram perseguidos e capturados pelos policiais. Os outros dois detidos acabaram liberados, após passarem pela delegacia de polícia de Nova Iguaçu. A polícia não informou quais armas e drogas foram apreendidas com os suspeitos.

O soldado Bruno Rodrigues, que atuava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Formiga, na Zona Norte do Rio, foi capturado por criminosos no dia 27 de setembro em Nova Iguaçu. Ele estaria à espera do irmão, próximo à comunidade Lagoinha, quando teve o carro abordado por bandidos armados, que reconheceram o fardamento.

O soldado teve os pés amarrados e foi arrastado pelas ruas da comunidade antes de ser alvejado com um tiro nas costas. Seu carro foi encontrado três dias depois, carbonizado, em comunidade próxima. Outros 14 suspeitos de envolvimento no caso já foram detidos, seis deles eram menores de idade. A polícia realizou uma operação especial na região para identificar os envolvidos no crime.

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