FERNANDO SOUZA/AGÊNCIA O DIA
FERNANDO SOUZA/AGÊNCIA O DIA

PMs e bandidos trocam tiros em área tomada por grupo de Playboy

Confrontos ocorreram no Morro do Juramento, vizinho ao Complexo da Pedreira, que está ocupado por 400 policiais; um suspeito morreu

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

10 Agosto 2015 | 10h20

RIO - Policiais militares entraram em confronto com homens armados no Morro do Juramento na manhã desta segunda-feira, 10. Um deles, ainda não identificado, foi baleado e morto. Ninguém foi preso. O Morro do Juramento é vizinho do Complexo da Pedreira, ocupado por cerca de 400 PMs, após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy.

De acordo com informações do 41º Batalhão da PM, responsável pela área, homens do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do batalhão fizeram uma incursão ao Juramento e, na localidade conhecida como "Rodo", flagraram homens armados. De acordo com os PMs, os criminosos dispararam contra o veículo ocupado pelos agentes, que revidaram e acabaram atingindo um suspeito. 

Levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte, ele não resistiu aos ferimentos. Segundo os policiais, com o suspeito foi encontrado com um revólver. A 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho) investiga o caso. 

Também nesta segunda-feira, PMs apreenderam um adolescente de 16 anos no Morro do Juramento. Agentes afirmam que ele carregava uma pistola e um rádio transmissor. O jovem foi encaminhado para a 27ª Delegacia de Polícia.

Tensão. No domingo, o entorno da Pedreira viveu clima de tenso, mas sem registros de episódios violentos ou protestos. O comércio, em pleno Dia dos pais, funcionou com portas semiabertas. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Costa Barros não abriu. 

O Morro do Juramento, antiga área de influência da facção Comando Vermelho, foi tomada pelo grupo de Playboy, os Amigos dos Amigos, em janeiro deste ano. Tiroteios violentos foram registrados à época. 

Playboy foi morto no último sábado, 8, no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na zona norte, em operação conjunta da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal e do serviço de inteligência da Polícia Militar (PM). Ele tinha 33 anos e era um dos criminosos mais procurados do País. Contra ele, havia mandados de prisão cujas penas somavam mais de 15 anos.

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