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PMs que mataram jovem na Baixada Fluminense se entregam

Cabo e soldado foram denunciados por homicídio duplamente qualificado; dupla pensou que atirava em carro com criminosos

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2015 | 10h58

RIO - Os dois policiais militares acusados da morte de Haíssa Vargas Motta, de 22 anos, que tiveram nesta quarta-feira, 14, as prisões preventivas decretadas pelo juiz Glauber Bitencourt Soares da Costa,  da 1ª Vara Criminal de Nilópolis, se entregaram na manhã desta quinta-feira, 15, à Polícia Militar. O soldado Marcio José Wattelor Alves, de 32 anos, e o cabo Delviro Anderson Moreira Ferreira, de 34 anos, apresentaram-se ao seu batalhão, o 41º BPM (Irajá), e, após exames médicos, serão encaminhados à Unidade Prisional da corporação.

Na terça-feira, 13, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) havia denunciado os PMs por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que dificulta ou impossibilita a defesa da vítima. Embora o MP-RJ não tenha requerido a prisão deles, o juiz considerou que é "dever do Poder Judiciário assegurar às testemunhas a tranquilidade necessária para que compareçam em Juízo livres de qual temor", segundo informou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Em 2 de agosto, a vítima estava no banco de trás do carro que circulava com ela e outros quatro amigos em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Na Avenida Roberto da Silveira, o veículo começou a ser perseguido por uma viatura conduzida pelo cabo Delviro, que tinha ao seu lado o soldado Wattelor. Supostamente por achar que eram criminosos em fuga, o soldado Wattelor começou a disparar com seu fuzil contra o veículo. Um dos tiros atingiu as costas de Haíssa, que morreu na hora.

De acordo com a denúncia do MP-RJ, assinada pelos promotores Dário Marcelo Brandão, Elisa Ramos Pittaro Neves e Jorge Magno Reis Vidal, o soldado agiu "de forma livre e consciente", "assumindo o risco de produzir o resultado da morte". Já o cabo Ferreira, que dirigia a viatura, "contribuiu eficazmente" para o crime, "sendo ele o comandante da viatura, amparando a ação delituosa do soldado Wattelor, seu subordinado".

O fuzil usado no crime, ainda de acordo com os promotores, estava sob a tutela do cabo Ferreira.

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