Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Polícia Militar vai reforçar a segurança no metrô do Rio

Medida foi anunciada seis dias depois do assalto que terminou com a morte de um passageiro; policiais farão turnos de oito horas

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2015 | 22h17

RIO - Seis dias após o assalto que terminou com a morte de um passageiro na bilheteria da Estação Uruguaiana do Metrô, na região central do Rio, a Polícia Militar (PM) anunciou que 15 policiais reforçarão a segurança nas plataformas, todos os dias. Eles prestarão serviço em turnos de oito horas, durante as folgas. O salário vai variar conforme a patente. A distribuição dos PMs pelas 36 estações ainda está em estudo.

Os PMs serão os únicos autorizados a trabalhar armados nas estações, cuja segurança é feita por 382 vigias com tonfas (espécie de cassetete). Eles estarão fardados.

Os policiais foram contratados por meio do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis), convênio que a Polícia Militar oferece a empresas e instituições. A remuneração varia também conforme as horas trabalhadas (no metrô serão sempre oito): coronel, tenente-coronel e major recebem R$ 250 por 8 horas; capitão e tenente, R$ 200; aspirante, subtenente, sargento, cabo e soldado, R$ 150. O valor é pago à Polícia Militar, que o repassa aos policiais.

Arrastões. Segundo a concessionária MetrôRio, que opera o serviço, o convênio começou a ser negociado em abril, depois de dois arrastões dentro de trens, em 12 e 25 de março. Desde 2012, o convênio é usado pela SuperVia, que opera o sistema de trens suburbanos, e pela CCR-Barcas, responsável pelas barcas que ligam o Rio a Niterói, Angra dos Reis, Mangaratiba e às ilhas do Governador e de Paquetá. 

A SuperVia administra 102 estações e emprega 22 policiais por dia. A CCR-Barcas, 8 estações e 4 PMs. As concessionárias não informaram se a presença dos policiais reduziu o registro de crimes.

A presença de policiais armados nas estações divide opiniões. Na rede social Facebook, onde a medida já foi divulgada, muitos elogiaram, enquanto outros manifestaram medo de tiroteios nas plataformas.

Para o sociólogo Michel Misse, uma rede de comunicação mais eficaz entre os vigias traria melhores efeitos para a segurança no metrô do que a presença da PM. “Episódios como esse (o latrocínio ocorrido na sexta-feira) são muito raros. A presença dos policiais pode ter efeito imediato, ajudando a evitar que o crime se repita, mas, com o tempo, perde o sentido.”

O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, disse que os PMs destacados para o metrô serão aqueles habituados a agir em multidões, como jogos no Maracanã e o réveillon em Copacabana. “Os principais efeitos serão melhorar a sensação de segurança e dissuadir eventuais criminosos. O equipamento de segurança mais importante são as câmeras, mas a presença dos policiais intimida mais.”


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