Polícia arromba escritório de bicheiro suspeito pela morte de juíza no RJ

Polícia registrou ameaças de Anderson Bicheiro à juíza em escutas telefônicas feitas em 2009

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

24 de agosto de 2011 | 17h24

RIO - A Polícia Civil arrombou na tarde desta quarta-feira, 24, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o escritório de contabilidade de um dos suspeitos de ser o mandante da execução da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros, na porta de casa, na noite do dia 12. O bicheiro Luis Anderson de Azeredo Coutinho, o Anderson Bicheiro, teria ameaçado a magistrada de morte há dois anos.

O escritório dele realizava a apuração do jogo do bicho e está situado na Avenida Nilo Peçanha, uma das principais vias da cidade. Agentes da 75ª Delegacia de Polícia de Rio D'Ouro descobriram o local, embora a investigação da morte da juíza esteja a cargo da Divisão de Homicídios da Capital, que não foi comunicada sobre a operação.

Em uma interceptação telefônica autorizada pela Justiça e realizada pela Polícia Federal em julho de 2009, Anderson diz ao interlocutor que "uma bomba iria explodir em São Gonçalo" e acrescentou que "a pessoa que bate o martelo vai chorar lágrimas de sangue". Julgado por homicídio, o bicheiro teve prisão preventiva decretada por Patrícia, que atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. A vítima do crime era uma testemunha da ação violenta de integrantes da máfia do transporte alternativo

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