Silvia Izquierdo/AP
Silvia Izquierdo/AP

Polícia Militar busca traficante Fat Family, resgatado em hospital

Operação em comunidades do Rio tenta encontrar Nicolas Labre Pereira de Jesus e os 25 criminosos que participaram de ação

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2016 | 11h17

RIO - A Polícia Militar do Rio de Janeiro realiza, nesta segunda-feira, 20, uma operação em diversas comunidades do Rio em busca do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de 28 anos, que foi resgatado na madrugada deste domingo, 19, no Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio. Os policiais também fazem buscas pelos 25 criminosos que participaram da ação.

Um dos focos é a Favela Santo Amaro, no Catete, na zona sul, onde Fat Family foi preso, há uma semana, e ferido no rosto. Pelo menos 37 comunidades serão inspecionadas. Vinte e dois Batalhões de Polícia Militar estão envolvidos na operação, que começou às 6 horas.

Segundo a Polícia Militar, a ação também tem o objetivo de prender criminosos que vêm praticando roubos e latrocínios na região metropolitana do Rio.

O policial militar e o funcionário do hospital que foram baleados na ação dos criminosos continuam internados. Maior hospital público do Rio, o Souza Aguiar foi escolhido como referência para emergências na zona norte e no centro durante a Olimpíada.

Os invasores chegaram ao hospital às 3h15 e se dividiram: um grupo ficou no pátio na frente da emergência e outro subiu para o Setor de Ortopedia, pelas escadas. Os bandidos quebraram a algema que prendia o criminoso à cama com um alicate. Ronaldo Luiz Marriel de Souza, filho de um oficial da Marinha, estava no hospital para receber atendimento, foi baleado e morreu. 

Fat Family é apontado pela polícia como chefe do tráfico na Favela Santo Amaro. Ele é irmão de Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e um dos líderes do Comando Vermelho (CV).

Comemoração. O sucesso no resgate de Fat Family foi comemorado por bandidos envolvidos na ação. Um áudio que circula nas redes sociais revela uma troca de mensagens supostamente realizada entre os criminosos envolvidos no crime. Ouça abaixo:

 

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