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Diego Reis/Divulgação
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Polícia Civil considera exitosa operação que deixou delegado ferido

Felipe Curi, da Delegacia de Combate às Drogas, foi atingido por uma bala no ombro, mas passa bem; segundo policial, ação não tem relação com Jogos

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2016 | 13h34
Atualizado 03 de agosto de 2016 | 17h29

RIO - O delegado Fábio Asty, da 45ª Delegacia de Polícia (Complexo do Alemão), disse nesta quarta, 3, que já esperava que algum policial fosse ferido na operação da manhã desta quarta-feira, 3, e declarou que a ação foi exitosa. Na ação, o delegado da Delegacia de Combate às Drogas Felipe Curi foi ferido no ombro e atingido por uma segunda bala que parou no colete. A bala atravessou o ombro de Curi, mas ele passa bem. 

"A polícia tem sofrido constantes ataques no Complexo do Alemão por causa das UPPs. Sofremos ataques diários em todos os momentos em que estamos fazendo o nosso trabalho. E hoje não foi diferente. Nós já esperávamos isso. Tivemos bastante resistência. Mas contamos com aeronaves, veículos blindados e policiais que atuaram de forma bastante efetiva e conseguimos ter essa boa resposta. O Complexo do Alemão é uma área extremamente conflagrada e é claramente esperado que haja uma policial ferido", disse.

Procurado pelo Estado, o delegado Curi disse por telefone estar em casa e afirmou estar bem. "Graças a Deus", disse várias vezes.

Dois supostos criminosos também foram feridos. Dos alvos dos 47 mandados de prisão que seriam cumpridos hoje, 13 já estavam presos por outros crimes. Dez pessoas foram presas.

O policial negou que a ação, a dois dias da abertura da Olimpíada, possa trazer algum clima de tensão na cidade e afirmou que a operação não teve a ver com os Jogos. "A operação foi feita isolada, só no Complexo. Pelo contrário, a operação vai trazer uma sensação de calmaria inclusive para a população que mora no local", disse.

Asty declarou que a ação foi feita nesta quarta de maneira preventiva, "para evitar que o aumento da resistência contra as forças de pacificação pudesse tomar um potencial que atingisse não só o trabalho dos policiais que trabalham nas UPPs como os moradores". "Esperamos ter agora, com essas apreensões de drogas, armas e as lideranças presas, a positividade (sic) dessa ação", disse.

O delegado também afirmou que escolha da data da operação foi "de toda a segurança pública" e foi "bem planejada. "O êxito da operação demonstra isso", disse.

Segundo apurou o Estado, porém, policiais eram contrários à realização da operação. Um agente disse, sob anonimato, que não houve planejamento.

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