Polícia conclui que comandante de UPP foi morto acidentalmente

Colega teria feito o disparo que matou o capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, em setembro de 2014

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 22h31

RIO - Um tiro acidental, disparado por outro policial militar, matou o capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, em 11 de setembro de 2014, concluiu a Delegacia de Homicídios do Rio. A vítima era comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Morreu depois de baleado em incursão policial por uma área conhecida como Largo do Vivi.O disparo foi feito pelo soldado Diogo de Araújo Zilves.

O praça estava atrás do capitão durante a incursão pela favela. Atirou em legítima defesa, segundo concluiu a investigação. Reagia a um ataque feito por criminosos, mas acabou atingindo, por acidente, o chefe.

O delegado Giniton Lages, da DH, decidiu não indiciar Zilves. Considerou que o caso foi um "acidente de trabalho". O inquérito será encaminhado ao Ministério Público.

"Segundo relato dos policiais, houve um intenso confronto no local conhecido como Largo da Vivi, o que foi comprovado pela perícia. O capitão Uanderson, já quase na hora de terminar o expediente, seguiu para o local onde estavam os policiais. Os traficantes fugiram para um beco estreito, com cerca de dois metros de largura, e profundo. Os policiais decidiram fazer uma incursão, e o capitão seguiu à frente da equipe. Houve intenso confronto e o policial foi atingido. O laudo mostrou que o tiro foi transfixante e disparado por quem estava na retaguarda. Além disso, somente os policiais usavam fuzis. Os traficantes estavam com pistolas", contou o delegado.

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