Favela Nova Holanda/Facebook
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Polícia desvenda rede de informações do tráfico no Rio

A quadrilha movimentava pelo menos R$ 7 milhões por ano; foram expedidos dez mandados de prisão preventiva contra membros na organização criminosa

Lucas Gayoso, especial para o Estado

26 de junho de 2017 | 14h33

RIO - Oito homens foram presos durante uma operação da Polícia Civil para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado e rede de informações a facções criminosas. Eles são acusados de receber entre R$ 1.500 a R$ 11 mil por semana para repassar informações sobre operações policiais a traficantes de favelas da zona norte, como Nova Holanda, Vila Aliança e Muquiço. A quadrilha movimentava pelo menos R$ 7 milhões por ano. 

Dois policiais civis envolvidos no caso continuam foragidos. Carlos Augusto Farnochi, lotado na Delegacia da Terceira idade e Renato Zille Cardoso, lotado na Delegacia da Barra da Tijuca, são acusados de vazar informações sobre operações da Polícia para os traficantes.

Os investigadores acreditam que essa seja a maior rede de informação do tráfico de drogas identificada pela Polícia Civil.

"É importante ressaltar que é uma estrutura criminosa muito sofisticada. Além de lavagem de dinheiro, eles conseguiam ter uma rede, um elo para saber onde aconteceriam as operações policiais. Essa informação chegava rapidamente nas facções das localidades onde aconteciam as ações", disse o delegado Vinicius Domingos, da Delegacia de Combate às Drogas.

Cinco pessoas foram detidas hoje e três, que estavam presas, receberam novos mandados de prisão. Foram expedidos dez mandados de prisão preventiva contra membros na organização criminosa. 

Apontados como os chefes do esquema, Fabio Fernandes Villa Real e Thiego Raimundo dos Santos Silva haviam sido presos no dia 26 de maio. Thiego, o TH, é ourives e conhecido por fazer "joias ostentação". Tinha como clientes pagodeiros, funkeiros e jogadores de futebol. Ele é acusado de usar sua empresa para lavar o dinheiro do tráfico. Também em maio, a polícia apreendeu R$ 5 milhões em bens da quadrilha.

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