Armando Paiva / Agência O Dia
Armando Paiva / Agência O Dia

Polícia prende Paty Bumbum na zona oeste do Rio

Massoterapeuta Patrícia Silvia dos Santos já havia sido detida no dia 25, acusada de realizar procedimentos estéticos irregulares, e respondia em liberdade

Jéssica Otoboni, O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 07h36
Atualizado 07 Agosto 2018 | 12h56

SÃO PAULO - Policiais do 42.º DP (Recreio) prenderam nesta segunda-feira, 6, a massoterapeuta Patrícia Silvia dos Santos, conhecida Paty Bumbum, de 47 anos, em sua casa no bairro de Curicica, na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com informações da Polícia Civil, os agentes cumpriam um mandado de prisão. Ela é suspeita de aplicar silicone industrial em pacientes, o que configura crime contra a saúde pública.

Patrícia já havia sido presa no dia 25, acusada de realizar procedimentos estéticos irregulares em sua residência, localizada na região de Jacarepaguá, e respondia em liberdade.

Uma das dúvidas que a Polícia Civil tenta esclarecer é a ligação entre Paty Bumbum e a massoterapeuta Valéria dos Santos Reis, suspeita de ter realizado o procedimento estético que causou a morte da modelo Mayara Silva dos Santos, de 24 anos. Ela morreu no dia 20 de julho, horas após se submeter a um procedimento de aplicação de silicone industrial nos glúteos. Segundo a polícia, Valéria é considerada foragida.

Na quarta-feira, Patricia prestou depoimento à Delegacia do Consumidor (Decon) do Rio de Janeiro. Segundo a delegada Daniela Terra, ela só respondeu a uma pergunta. "A única pergunta que Patrícia respondeu é se conhecia Valéria Santos. Ela disse que a conheceu no curso de formação (em massoterapia), mas nem tinha contato com ela e há anos não a encontra. Ela negou que tenha feito qualquer tipo de procedimento", afirmou a delegada.

Pacientes de Paty Bumbum afirmam que, em determinadas circunstâncias, ela encaminha pessoas para Valéria. A polícia tem indícios de que as duas eram sócias em 2015. 

Entenda o caso

Paty Bumbum realizava procedimentos estéticos há cerca de 13 anos. Ela havia sido indiciada por exercício ilegal da medicina e responderá também por lesão corporal e estelionato. Como esse crime é considerado de pequeno potencial ofensivo, com pena máxima de até dois anos de prisão, a massoterapeuta foi conduzida a prestar depoimento e liberada em seguida. Desta vez, ela ficará presa por 30 dias. / Com informações da Agência Brasil

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