Fábio Gonçalves/Agência O Dia
Fábio Gonçalves/Agência O Dia

Polícia diz haver indício de que homem matou quatro pessoas no Rio

Os casos já eram investigados e, até agora, não há contradições em sua história; suspeito afirma ter se arrependido de matar bebê

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 12h24

BELFORD ROXO - O delegado titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), Pedro Medina, afirmou na manhã desta quinta-feira, 11, já haver indícios de pelo menos quatro dos 43 assassinatos que Saílson José das Graças, de 26 anos, afirmou ter cometido. Os quatro casos já estavam sendo investigados pela DHBF e, por um deles, o assassinato de uma mulher, Saílson foi preso na noite desta terça-feira, 9. Ele afirma ter matado 39 mulheres, um bebê e três homens.

Nos quatro casos com inquéritos anteriores na DHBF - que tiveram como vítimas três homens e uma mulher, em 2014 -, Saílson teria atuado a mando da companheira, Cleusa Balbina, de 42 anos. As demais 38 mulheres Saílson matou "por prazer", afirmou ao ser "apresentado" à imprensa na delegacia. 

O suspeito disse só ter se arrependido de matar o bebê, que começou a chorar enquanto a mãe era assassinada e, por isso, também foi morto. Todos os crimes teriam ocorrido na região da Baixada Fluminense nos últimos sete anos.

"Não sei se foram 38 mulheres que ele executou", disse o delegado. "Mas tudo até agora nos leva a crer que pode ser uma história verídica. Ainda não encontramos nenhum indício de contradição."

Além dos quatro casos já investigados na delegacia, o delegado afirmou que, em mais dois, a riqueza de detalhes fornecida por Saílson "bateu" com registros antigos de outras delegacias, como o assassinato de mãe e filho há quatro anos.

O homem afirmou que não escondia os corpos - só o da primeira vítima, quando ele tinha 17 anos. Quando era contratado, matava a facadas. Quando "por prazer", enforcava.

Saílson disse que ficava nervoso quando passava mais de dois meses sem matar ninguém. Suas vítimas, afirmou, eram mulheres brancas. "Não matava negras porque é a minha cor e da minha família, me fazia lembrar a minha família", afirmou. 

O delegado declarou que segue cruzando os dados e colhendo depoimentos de Saílson para saber se, de fato, ele matou a quantidade de pessoas que afirma ter matado. "Não queremos criar um factoide, estamos checando tudo com calma e responsabilidade."

Para Pedro Medina, o fato de ele não ter sido preso até hoje pelos homicídios se deve às táticas do assassino ao cometer os crimes e depois: usava toucas ninja, por exemplo, e cortava as unhas após enforcar uma vítima, para que não fossem encontrados vestígios. À imprensa, Saílson afirmou ser "calculista".

Ele já tinha quatro passagens pela polícia, mas nenhuma por assassinato: roubo e furto, em 2007; porte de arma, em 2010; e furto qualificado, em fevereiro deste ano. Em depoimento e aos jornalistas, o homem negou ter violentado qualquer uma de suas vítimas antes de matá-las.

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