Reprodução/Instagram Karol Eller
Reprodução/Instagram Karol Eller

Polícia do Rio descarta homofobia em caso de agressão contra Karol Eller

Delegada concluiu, segundo informação divulgada pela TV Globo, que foi a youtuber quem iniciou as agressões. Ela poderá responder por denunciação caluniosa

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 21h31

RIO - A Polícia Civil do Rio descartou crime de homofobia no caso de agressão a Karol Eller e poderá indiciar a youtuber bolsonarista por denunciação caluniosa. Após ouvir Karol, sua namorada, o agressor e outras testemunhas, a delegada Adriana Belém concluiu que foi a youtuber quem iniciou as agressões.

A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira, 19, pelo Jornal Nacional. Além dos depoimentos, a delegada teve acesso a câmeras do entorno do quiosque onde ocorreu a briga, na orla da Barra da Tijuca. Assim como declarou o acusado das agressões durante o depoimento prestado na noite de terça-feira, os funcionários do quiosque informaram que foi Karol quem iniciou a confusão. A briga teria começado após uma crise de ciúmes.

A delegada Adriana Belém informou que o agressor deverá responder por lesão corporal. Karol Eller e sua namorada serão ouvidas novamente e, após isso, poderão ser indiciadas por denunciação caluniosa. O Estado não conseguiu contato com a defesa de Karol Eller na noite desta quinta.

As agressões deixaram Karol com o rosto desfigurado. A motivação originalmente homofóbica do caso havia levado políticos de diferentes partidos a se manifestarem em apoio a ela, como fizeram os deputados federais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ela é conhecida nas redes sociais por seu posicionamento pró-Bolsonaro

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