Polícia do Rio descobre clínica de aborto onde mulher teria morrido

Elizângela Barbosa, de 32 anos, foi encontrada na Estrada de Ititioca, em Niterói; funcionária prestará depoimento na delegacia    

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2014 | 13h59

RIO - A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu na manhã desta terça-feira, 23, uma clínica de aborto em Niterói, na Região Metropolitana. Segundo a polícia, esse foi o lugar procurado por Elizângela Barbosa, de 32 anos, encontrada morta na noite de domingo, 21, em Niterói, após sair de casa no dia anterior e avisar à família que faria uma cirurgia para interromper a gestação.

A confirmação de que seria a mesma clínica partiu do delegado Wellington Vieira, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. No local, os agentes prenderam uma funcionária, que foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento. "Ela vai ser indiciada pelo crime de aborto", informou a Polícia Civil.

O corpo de Elizângela foi encontrado na Estrada do Ititioca, em Niterói. Moradora da cidade vizinha, São Gonçalo, e mãe de três filhos, ela procurou a clínica porque, segundo a família, achava que não seria possível sustentar mais uma criança e estava perdendo oportunidades de trabalho por estar grávida. Ela havia entrado em contato com o marido pela última vez no domingo, por volta de 20h.

A Polícia segue à procura da auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, desaparecida desde 26 de agosto. Quatro pessoas foram presas, suspeitas de envolvimento com a clínica de aborto onde a mulher teria morrido. A Polícia fez um exame de DNA para saber se é de Jandira um corpo encontrado em Guaratiba, na zona oeste do Rio.
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