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Polícia do Rio investiga desaparecimento de estudante paulista

Último contato do pai com Daniela Batista, de 23 anos, ocorreu no domingo; policial diz ter visto a jovem entrando em um carro na 2ª

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2015 | 11h30

Atualizado às 12h50

RIO - Familiares da estudante paulista Daniela Batista, de 23 anos, desaparecida desde domingo, 5, tiveram uma informação não oficial de que a jovem foi vista na última segunda-feira, 6, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Na zona sul do Rio de Janeiro, entrando em um carro. Ela teria sido vista por um policial militar, que tentou abordá-la. Segundo o agente, ela ainda estava desorientada e afirmou estar vivendo dentro de um carro, que arrancou e saiu do local. 

“Já informamos à delegacia, só chegou à família que a gente não teve um retorno ainda. Ele (o policial) disse que ela aparentava ainda estar desorientada”, afirmou uma amiga da jovem, a também estudante Núbia Almeida, de 25 anos.

Núbia conta que a amiga vinha demonstrando tristeza. “Ela estava um pouco triste ultimamente, a gente não sabe explicar (o motivo), eu imagino que seja pela mudança de cidade”, contou.

O último contato que o pai da jovem, Maurílio Andrade Batista, teve com a filha foi na tarde de domingo por uma ligação a cobrar. Na linha, uma mulher dizia ter encontrado Daniela desorientada após desmaiar no Largo da Carioca, na região central.

"Uma senhora disse que ela estava passando mal e precisava de ajuda", disse Maurílio, que pediu à mulher que levasse sua filha para a Rodoviária Novo Rio, e não a deixasse na Catedral Metropolitana, ambas no centro, como ela pretendia.

Na segunda-feira, ele chegou de ônibus ao Rio vindo de Botucatu, no interior paulista, e, após mais de sete horas de viagem, não encontrou a filha. 

O caso vem sendo investigado pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros. O carro de Daniela, um modelo Fox branco, também desapareceu. A jovem se formou em Farmácia e veio em fevereiro ao Rio para fazer pós-graduação em Farmácia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de sumir, dividia apartamento com um amigo em Copacabana, na zona sul. Era independente e estava acostumada a viver fora de casa, afirma o pai. 

O pai de Daniela conta que a jovem não tinha problemas de saúde e não tomava remédios. "Quando recebi uma ligação  a cobrar com DDD 21, já imaginei que algo tivesse errado com a minha filha", afirmou.

A família acredita que Daniela possa ter sido drogada ou dopada por alguém. No Facebook, ela havia confirmado a presença em um evento no sábado, 4, na Lapa, no centro. 

Agora, os parentes e amigos de Daniela fazem campanha para encontrá-la nas redes sociais e por meio de panfletagem. Nesta terça-feira, 7, Maurílio  vai distribuir panfletos pelas ruas do centro e da Lagoa, em busca de informações.

"O pessoal está muito ansioso, todo mundo está. Espero que com a divulgação a gente tenha um resultado positivo", disse ele. 

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