Polícia do Rio prende 13 acusados de fraudar concessão de CNH

Operação descobriu que autoescolas burlavam o sistema de contagem de aulas no Detran para futuros motoristas

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2016 | 20h45

RIO - A Polícia Civil do Rio prendeu nesta sexta-feira, 11, treze pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que fraudava a concessão de carteiras de habilitação do Detran. A operação da polícia, chamada Backdoor, descobriu que autoescolas burlavam o sistema de contagem de aulas para futuros motoristas. Em troca de dinheiro, funcionários das autoescolas informavam ao Detran que alunos tinham comparecido a aulas em que eles nunca estiveram.

A polícia estima que, pelo menos, 126 mil carteiras foram obtidas dessa forma. De acordo com as investigações, iniciadas em 2013, pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), os alunos pagavam até R$ 3 mil para não frequentarem as aulas. A apuração da polícia foi iniciada a partir de denúncias repassadas pelo Detran.

As fraudes ocorriam por meio de um software que violava a chave de segurança do sistema CFC digital, permitindo gerar aulas fictícias, sem que os alunos estivessem efetivamente presentes. Diversas autoescolas foram identificadas ao longo das investigações.

Na primeira fase da operação, no dia 1º de março, a polícia conseguiu cumprir 13 dos 48 mandados de prisão preventiva ou de restrição de direitos. Nesta sexta, efetuou mais 13. Ainda há ainda 22 pessoas foragidas, entre elas o líder da quadrilha, Wesley de Souza Cortinoves, que seria o responsável por oferecer às autoescolas o esquema para fraudar o sistema de aulas.

Além das prisões, também foram realizadas suspensões do direito de exercício das atividades profissionais ligadas diretamente a autoescolas e ao Detran. A operação, coordenada pelo Delegado de Polícia Alessandro Thiers Pinho Alonso, contou com a participação de cerca de 200 policiais.

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