Polícia do RJ não descarta envolvimento de máfia das vans em morte de juíza

Departamento de Transporte Rodoviário já apreendeu 29 veículos em dois dias de operação

Pedro Dantas e Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

19 Agosto 2011 | 18h28

RIO - Vinte e nove veículos já foram apreendidos pelo Departamento de Transporte Rodoviário (Detro), órgão do governo do Rio, em dois dias da operação de combate ao transporte irregular em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. É uma resposta ao assassinato da juíza Patrícia Acioli, que atuava na cidade e foi executada no dia 12, com 21 tiros, na porta de casa.

A Divisão de Homicídios não descarta o envolvimento da máfia das vans no crime. Segundo a polícia, mais de 100 homicídios ocorreram no município durante a disputa pelo controle do transporte coletivo.

Em 2007, a juíza condenou o dono de uma das maiores frotas de vans de São Gonçalo, o ex-vereador Edson da Silva Mota, o Mota da Copasa, que no ano anterior havia matado Claudio de Souza Moreira, que disputava com ele o transporte ilegal de vans.

A Divisão de Homicídios negou nesta sexta-feira, 19, que o chefe do tráfico no morro Menino de Deus, em São Gonçalo, seja um dos suspeitos pelo assassinato de Patrícia. Condenado por outro homicídio, Alex Sandro da Costa Silva, o Alex Orelhinha, estava foragido. Ele foi preso no dia 12, horas após a morte da juíza, em São Gonçalo. Dias antes, Orelhinha teria sido visto perto do condomínio onde ela morava.

Colegas de turma da juíza, que se formou em Direito em 1987 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), promoveram nesta sexta uma missa em homenagem a ela na igreja do Carmo, no centro do Rio.

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