Polícia é reforçada em UPP da Mangueira após ataque a ônibus

Ato foi um protesto contra o assassinato de um adolescente de 17 anos; segundo a PM, crime seria motivado por disputa entre facções

Tiago Rogero , O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2014 | 08h51

RIO - O policiamento está reforçado na manhã desta quarta-feira, 29, no entorno da Favela da Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro, ocupada por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), onde dois ônibus foram incendiados na noite desta terça-feira, 28, em protesto pela morte de um adolescente de 17 anos. Segundo a Polícia Militar, quatro homens armados saíram de uma mata atrás da Quinta Boa Vista e atiraram contra um grupo que jogava futebol no Campo da Pedreira. Além do jovem morto, duas pessoas ficaram feridas.

A vítima foi identificada como Caio de Oliveira Ferreira, de 17 anos. Os dois feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central do Rio. Ainda nesta terça-feira, um deles já havia recebido alta.

De acordo com a PM, testemunhas disseram que os atiradores fugiram em um veículo. O motivo do crime seria uma disputa entre facções rivais.

Os militares da UPP acionaram o 4º Batalhão de Polícia Militar, em São Cristóvão, que fez buscas para encontrar os criminosos. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil também foi acionada.

Nesta terça-feira, o primeiro ônibus foi apedrejado e incendiado por volta de 20h30 na Avenida Visconde de Niterói. O outro foi atacado na Rua São Francisco Xavier, que ficou interditada por cerca de meia hora.

Os criminosos levaram o dinheiro do caixa do cobrador, que prestou depoimento junto com o motorista na 18ª Delegacia de Polícia Civil, na Praça da Bandeira, onde o caso foi registrado.

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