MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO
MARCOS ARCOVERDE/ESTADÃO

Polícia é última barreira para barbárie, diz secretário de Segurança do Rio

Em entrevista nesta sexta, Roberto Sá fez um apelo para que familiares de policiais não impeçam o trabalho deles

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2017 | 20h25

RIO - O Secretário de Estado de Segurança do Rio, Roberto Sá, fez nesta sexta-feira, 10, um apelo para que familiares de policiais não impeçam o trabalho deles e agradeceu ao profissionalismo dos PMs que mantiveram suas funções apesar das manifestações hoje. A estimativa é de que houve um prejuízo de 5% a 10% na capacidade operacional nesta sexta-feira.

"A polícia é a última barreira para a barbárie. Que as famílias dos policiais reflitam sobre os riscos que a sociedade e elas mesmas correm com uma eventual paralisação", afirmou em entrevista coletiva.

O secretário disse ainda que, se for necessário, haverá apoio do governo federal e também de prefeituras vizinhas, como a de Niterói e de Duque de Caxias, que colocaram seus efeitos à disposição. Além disso, a Polícia Civil está fazendo rondas de apoio e a guarda municipal também está reforçando o patrulhamento.

Sá afirmou que a rotina dos policiais na rua foi mantida nesta sexta e que há "boatos irresponsáveis" nas redes sociais, que causam pânico.

Questionado sobre temores em relação ao aumento dos protestos nos próximos dias, afirmou que há preocupação. "Só por ter visto o que aconteceu no Espírito Santo e ter visto anúncio de que poderia acontecer aqui ficamos preocupados", disse.

Apesar disso, ressaltou que a "polícia não parou, não vai parar, e tenho apoios importantes para proteger a sociedade".

O secretário reconheceu a legitimidade dos pedidos das famílias, mas pediu um "tempo mínimo para fazermos esse pagamento". Entre os atrasados, está o pagamento do 13º salário dos servidores da Segurança. 

 

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