Polícia faz operação contra tráfico no Rio; 11 mil crianças ficam sem aula

Ação buscava cumprir 40 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão contra autores de crimes de tráfico de drogas, roubos e delitos envolvendo lavagem de dinheiro

Lucas Gayoso, Especial para O Estado

14 de junho de 2017 | 16h47

RIO - Policiais civis fizeram, nesta quarta-feira, 14, uma operação para cumprir 40 mandados de prisão contra suspeitos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e roubos de veículos, cargas e de rua. A operação aconteceu nas comunidades da Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral, na cidade do Rio, além das localidades de Imbariê e Queimados, na Baixada Fluminense. As escolas da rede municipal não funcionaram nessas regiões, deixando 11,5 mil crianças sem aulas.

A operação buscava cumprir 40 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça, contra autores de crimes de tráfico de drogas, roubos de veículos, cargas e transeuntes, além de delitos envolvendo lavagem de dinheiro.

Entre os presos estão os presidentes das associações de moradores da Cidade Alta e de Parada de Lucas e um militar da Escola Superior de Guerra do Exército. Os nomes deles não foram divulgados. Outras cinco pessoas foram presas em flagrante por tráfico. De acordo com a Polícia Civil, os policiais apreenderam 19 tabletes de maconha, quatro radiotransmissores, celulares e um simulacro de fuzil.

Cerca de 220 agentes participaram da ação, sendo 50 equipes do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), seis  equipes do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB), uma equipe da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), e apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) e da Delegacia de Roubos de Cargas (DRFC), além de blindados.

Em dezembro, a então presidente da Associação de Moradores da Cidade Alta, Glória Maria dos Santos Mica, foi assassinada em Cordovil, depois de denunciar o envolvimento de policiais militares com o tráfico de drogas. Em junho, o cabo da PM Nilton Carlos José Costa Júnior foi preso acusado da morte de Glória Maria.

 

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