Tânia Rêgo/ABr
Tânia Rêgo/ABr

Polícia do Rio faz operação na favela onde italiano foi morto

Objetivo é desarticular quadrilha que atua em comunidades de Santa Teresa, como o Morro dos Prazeres, local do assassinato de Roberto Bardella

O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2016 | 09h50

RIO - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ)  e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar (CI/PMERJ) deflagraram, na manhã desta sexta-feira, 16, a Operação Concordia II. O objetivo é desarticular a quadrilha de traficantes que atua em comunidades de Santa Teresa, região central da cidade - uma das favelas alvo é a do Morro dos Prazeres, onde foi assassinado a tiros o turista italiano Roberto Bardella, no último dia 8.

O Gaeco denunciou 26 pessoas junto à 36ª Vara Criminal da Capital pelos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas. Também foi pedida a prisão preventiva dos denunciados.

Os policiais cumprem, ainda, 30 mandados de busca e apreensão por equipes da CI/PMERJ, Batalhão de Operação Especiais (Bope), Choque, Batalhão de Cães (BAC) e Grupo Aero-Marítimo (GAM), que apoiam a operação.

Entre os alvos estão Bruno Gonçalves Campos Ferreira (Maguila) e Claudio Augusto dos Santos (Jiló), suspeitos de terem  assassinado Bardella. Dos 26 denunciados, apenas o chefe do tráfico  comunidade do Morro dos Prazeres, Marcelo da Silva Guilherme, o Marcelinho dos Prazeres, está preso.

Também são procurados, entre outros, Matheus Armond Ribeiro, vulgo Matheuzinho, e Queven da Silva e Silva, o NT du Final, apontados por informações de inteligência como autores dos tiros que atingiram um policial militar lotado no Grupamento de Intervenção Tática (GIT) das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

A denúncia enumera diversos pontos de venda de drogas em funcionamento. Os denunciados foram filmados por policiais que atuam na UPP que abrange as comunidades dos Prazeres, Escondidinho, Julio Otoni e Coroado. A Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP-RJ, por meio da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia, periciou as imagens e atuou na identificação dos suspeitos.

A denúncia aponta, ainda, que entre os meses de março e maio deste ano foram registrados inúmeros ataques simultâneos contra a sede administrativa da UPP e as guarnições baseadas nas localidades conhecidas como quadra da Barreira e Praça Doce Mel.

À época, os confrontos só acabaram com a chegada Bope. A UPP fica perto de uma creche e de um centro social que atende a população, também atingidas pelos tiros disparados pelos criminosos.

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