FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Polícia prende 14 em megaoperação na Cidade de Deus

A ação contou com a participação de 400 agentes, incluindo 25 delegados

Roberta Pennafort e Márcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2016 | 09h54
Atualizado 23 Novembro 2016 | 18h39

A Polícia Civil do Rio prendeu 14 pessoas na megaoperação realizada nesta quarta-feira, 23, na Cidade de Deus, comunidade na zona oeste do Rio onde um helicóptero da Polícia Militar caiu durante operação no último sábado. A ação contou com a participação de 400 agentes, incluindo 25 delegados.

A ação cumpria nove mandados de prisão e quatro de busca e apreensão coletiva. Nenhum dos presos desta quarta constava nos mandados judiciais. Uma das ordens era de prisão contra o traficante Leonardo Martins da Silva Júnior, conhecido como Pula-Pula. Ele foi um dos sete homens encontrados mortos na localidade com marcas de tiro no último sábado.

Além dos presos, a Polícia apreendeu seis pistolas, munição, um fuzil, mais de cinco mil sacolés de maconha, um quilo de cocaína e três quilos de maconha.

Os agentes foram divididos em quatro grupos e ficaram responsáveis por agir em áreas específicas da comunidade, de acordo com relatórios do serviço de inteligência da Polícia.

Moradores da Cidade de Deus reclamaram que algumas das residências tiveram suas portas arrombadas pelos policiais. O delegado Felipe Curi, titular da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) afirmou que a legislação brasileira autoriza o procedimento.



"A gente pede mandado de busca e apreensão coletiva porque não tem bola de cristal pra adivinhar o local exato", afirmou. O delegado afirmou que todos os presos nesta quarta-feira foram detidos no interior das casas, defendendo a ação.

Curi também questionou o rapper MV Bill, que no fim da manhã postou em redes sociais que a Polícia estava invadindo casas de pessoas inocentes no prédio onde mora. "É muito fácil criticar a ação da Polícia. Se ele quiser, ele que aponte as casas exatas onde tem marginal, drogas e armas que a gente vai lá."

 

 

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