WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Polícia Federal vai auxiliar investigação sobre assassinato de Marielle

Em encontro entre Raquel e procurador-geral do Rio, ficou definido que a chefia das investigações ficará a cargo da Polícia Civil do Estado

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

15 Março 2018 | 18h49

RIO - A Polícia Federal irá auxiliar as investigações envolvendo o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, mas a chefia das investigações ficará a cargo da Polícia Civil do Estado do Rio. Isso ficou acordado durante encontro entre o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no fim da tarde desta quinta-feira, 15, no Rio.

+++ Milhares vão às ruas em repúdio ao assassinato de Marielle e Anderson

"Esse é um caso que precisa do apoio de todas as forças investigatórias", disse Raquel Dodge. "Certamente a colaboração da Polícia Federal é importante nesse episódio, porque o crime no Rio de Janeiro tem acontecido em diversas áreas, e muitas delas são relativas a crimes federais. É preciso fazer a troca adequada de informações."

De acordo com a procuradora geral da República, “não faltarão recursos e meios para o desvendamento desse crime contra uma importantíssima defensora de direitos humanos do Rio de Janeiro”. Raquel Dodge declarou ainda que a participação da Polícia Federal e a do Ministério Público Federal “é feita no sentido de tranquilizar a população do Rio de Janeiro de que este crime não restará impune”.

+++ Homenagem na Câmara à vereadora morta vira ato contra intervenção e governo Temer

+++ Contra impunidade, ONU pede ação sobre assassinato de Marielle

Eduardo Gussem ressaltou que a chefia das investigações ficará a cargo da Polícia Civil e que o Ministério Público do Estado irá acompanhar "até oferecimento da denúncia". "Há pouco falei com o secretário de Segurança Pública, general Richard Nunes, com o chefe de Polícia, doutor Rivaldo Barbosa, e todos estão empenhadíssimos em elucidar esse caso o quanto antes", afirmou o procurador. "Mas toda ajuda é bem vinda." “Qualquer tipo de auxílio em investigações e apontamentos sobre o crime são e serão muito bem-vindos.”

Antes do encontro, Raquel Dodge chegou a dar início a um pedido de federalização da investigação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.