Polícia investiga casos de estupro de crianças com morte no Rio

Meninas de 3 e 5 anos foram mortas, uma em Queimados e outra em Jacarepaguá

Pedro Dantas, Agência Estado

09 de março de 2009 | 20h04

A polícia do Rio investiga dois casos de estupro e morte de crianças ocorridos no último domingo. Em Queimados, na Baixada Fluminense, deve ser pedida nesta segunda a prisão preventiva do padrasto de uma menina de três anos. Na madrugada de sábado, ele levou A. ao posto médico do município alegando que ela se sentira mal. Os médicos que registraram a morte da menina constataram que ela tinha marcas de esganaduras no pescoço, além de lesões nos órgãos genitais.

 

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A 55ª Delegacia de Polícia investiga o caso de forma sigilosa. Acusado e ameaçado por parentes e vizinhos, o padrasto negou o crime e deixou a casa onde morava. Os investigadores não descartam nenhuma hipótese, mas admitem que o mais provável é que o acusado realmente tenha estuprado A. e depois estrangulado a vítima. Um laudo preliminar deve confirmar as causas da morte da menina. O resultado da autópsia do Instituto Médico Legal sairá em 15 dias.

 

Em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, a polícia investiga o assassinato de V., de 5 anos, encontrada morta na tarde de domingo em uma vala na região de Curicica. Uma testemunha fez o retrato falado de um homem moreno com cabelos longos, que teria socorrido a menina após ela cair brincando com um skate, por volta de 1h de anteontem. O suspeito não seria morador da região. Ele disse às outras crianças que levaria a vítima para casa. No entanto, ela foi achada horas após o desaparecimento por vizinhos, que organizaram uma busca, sem vida, nua e com hematomas pelo corpo.

 

O laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli sobre a causa da morte sairá em 15 dias. Agentes da 41ª Delegacia de Polícia de Tanque, que investiga o caso, não quiseram comentar o assunto e apenas ressaltaram que nenhuma hipótese está descartada. Em estado de choque, a mãe da menina, que a levou a uma festa de aniversário no mesmo dia, está sedada. Neste caso, o padrasto também foi acusado pelo crime por vizinhos, mas se apresentou no distrito policial e negou todas as acusações.

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