Fernando Frazão/Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil

Polícia investiga comerciantes por preço abusivo da água mineral no Rio

Procon registrou casos de comerciantes que aumentaram em até 42% o preço do galão de água mineral de 20 litros. Órgão diz que não pode haver alta desproporcional e injustificável, aproveitando o momento de crise

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2020 | 22h17

RIO - Comerciantes que se aproveitaram da crise na qualidade da água distribuída no Estado do Rio de Janeiro, nos últimos dias, para reajustar de forma abusiva o preço da água mineral que vendem poderão ter que se explicar à Justiça. A Polícia Civil do Rio começou a investigar denúncias de casos desse tipo. O Procon-RJ (órgão estadual de defesa do consumidor) registrou casos de comerciantes que aumentaram em até 42% o preço do galão de água mineral de 20 litros.

Nesta sexta-feira, 17, a Delegacia do Consumidor (Decon) instaurou  inquérito para investigar comerciantes e empresários que estão  cobrando preços abusivos pela água mineral. Segundo nota divulgada pela Polícia Civil, a delegacia especializada solicitou ao Procon-RJ os inquéritos e as autuações feitas em locais que estão vendendo água por preços abusivos. O Estado mostrou que a procura está em alta.

Na quarta, 15, e na quinta-feira, 16, o Procon-RJ realizou uma operação de fiscalização para verificar denúncias sobre o aumento desproporcional do valor da água mineral em decorrência da crise da água. Foram visitados 14 estabelecimentos comerciais localizados nas zonas norte, sul e oeste do Rio e na Baixada Fluminense. O aumento mais expressivo encontrado foi de 42,85%, em um estabelecimento localizado em Jacarepaguá (zona oeste).

 

Os fiscais constataram aumento de preço em sete das lojas vistoriadas, e a variação foi de 7% a 42,85%, em relação ao preço praticado antes da crise. Quatro estabelecimentos não mudaram o preço. Outros três não conseguiram comprovar os valores praticados antes do aumento da procura por água e tiveram prazo de 48 horas para fazer isso. As empresas que aumentaram os preços serão investigadas em processos administrativos e poderão ser multadas por infringir o Código de Defesa do Consumidor.

O Procon-RJ ressaltou que o vendedor tem liberdade para praticar preços de acordo com seus custos e com a oferta e a procura, mas não pode aumentar o preço de forma desproporcional e injustificável, aproveitando momentos de crise.

O consumidor que identificar aumentos desproporcionais do preço da água no Estado do Rio de Janeiro pode denunciá-los através do telefone 151, pelo aplicativo Procon RJ ou pelo site www.procononline.rj.gov.br.

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